Exportações fecham bimestre em queda de 7,4% na região

Setores mais afetados no bimestre foram os de papel e cartão e produtos químicos
Setores mais afetados no bimestre foram os de papel e cartão e produtos químicos - FOTO: Divulgação

A balança comercial do Alto Tietê fechou o primeiro bimestre deste ano com queda de 7,4% nas exportações na comparação interanual. Conforme divulgação feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os setores da Indústria da região mais afetados foram de papel e cartão (-32%) e produtos químicos inorgânicos (-35%). No mesmo período, as importações cresceram 13,9% em reflexo da ausência de opções dentro da produção nacional.

O setor produtivo do Alto Tietê vendeu US$ 108,7 milhões entre janeiro e fevereiro de 2021 e comprou US$ 167,3 milhões em insumos e produtos no mesmo período. O desequilíbrio da balança comercial, onde as importações superam as exportações, gera um déficit e coloca a região em dívida com o estrangeiro. No período analisado, os principais destinos das exportações da região foram Estados Unidos (20%), Argentina (15,9%) e Bélgica (8,1%). Por sua vez, as compras locais tiveram como principais origens Alemanha (17,9%), China (16,1%) e Estados Unidos (12%).

"O Ideal em um comércio internacional é exportar mais do que se importa, mas infelizmente não é assim que tem acontecido em nossa região", declarou Renato Rissoni, vice-presidente da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê. "Nossa região tem poucas empresas que exportam e uma grande quantidade de empresas que, por várias circunstancias, são obrigadas a trazer os insumos e equipamentos de países industrializados", explicou.

Ainda que o resultado tenha sido colhido dentro da pandemia do coronavírus (Covid-19), evento que afeta as transações comerciais desde o começo do ano passado, para o dirigente da regional da Ciesp, o resultado da balança comercial desse bimestre tem pouco haver com a doença. "É uma questão histórica, trata-se da situação do país. Na tabela de importados para região, podemos ver que produtos industrializados de alta complexidade tem destaque, isso é porque temos poucas opções desses produtos em nosso país que é voltado para produção primária, agropecuária e mineral", esclareceu Rissoni.

Segundo levantamento da Fiesp, na relação de insumos importados pela região, produtos farmacêuticos estão no topo da demanda e figuram crescimento de 16,3%, em seguida, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos ocupam a segunda colocação com aumento de 40% nas importações. Na lista, também fica em destaque veículos automóveis e tratores com crescimento de 280% no consumo do Alto Tietê.

Já no topo das exportações da região, também aparece produtos industrializados, porém em queda e em número de vendas bem menor do que o de compras dos mesmo insumos. Neste bimestre, o forte produtivo do Alto Tietê foi máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos que chegaram a exportar US$ 23,2 milhões e crescer 13,9%. No entanto, a exportação da produção local foi superada pelo mesmo produto que marcou importações no montante de 26,6 US$ e quase o dobro de crescimento na demanda.

*Texto supervisionado pelo editor.

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