Prefeitura acredita que invasões são orquestradas

A ocupação de um terreno na Vila São Francisco, no distrito de Braz Cubas, pode ser uma ação coordenada, segundo informação da Prefeitura de Mogi das Cruzes. De acordo com o Executivo municipal, a área está recebendo movimento intenso há dias com caminhões de materiais de construção e até operários para as obras.

A empresa proprietária da área comunicou que o pedido de urgência já foi deferido em liminar e o mandado expedido, com isso, a Justiça poderá intimar os moradores para que deixem o local a qualquer momento, "se necessário, sob emprego de força policial".

A ocupação teve início no começo de março deste ano e já registra mais de cem moradores.

Concedido pela Prefeitura para a empresa Trefiltubo - Trefilação Mogi LTDA em 1987, uma propriedade vazia de 94 mil metros quadrados localizada Vila São Francisco está recebendo diariamente novas residências de madeira e já conta com algumas famílias dormindo no local. A Prefeitura de Mogi das Cruzes comunicou que nos primeiros dias da ocupação uma bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegou a ser fixada no local e removida posteriormente.

MST

A suposta participação do MST na ocupação também foi confirmada pela nota à imprensa divulgada pelos advogados da empresa proprietária do terreno. "Tomamos conhecimento da invasão por um grupo ora intitulado MST, ora intitulado MOM, invasão essa que ocorreu de forma extremamente organizada por seus líderes", declarou em nota o advogado responsável, André Norio Hiratsuka.

Ainda em nota, os representantes da empresa explicaram que já poderiam, legalmente em ação imediata, "retirar todos os invasores à força", porém, preferiu evitar o confronto direto e utilizou de medida judicial cabível pedindo na Justiça uma medida de urgência para sua reintegração de posse.