Alto Tietê ainda sofre com falta de leitos para coronavírus

A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Enfermaria para casos de coronavírus (Covid-19) entra em mais um dia de superlotação com um novo agravante: a preocupação com a possibilidade da falta de medicamentos e materiais nos hospitais.

Segundo a Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), até o momento não há falta de insumos nas unidades hospitalares, mas é um risco que vem sendo enfrentado em todo o país, como a falta do kit intubação que é uma série de remédios utilizados nos pacientes de UTI para manter a ventilação artificial por máquina: "Na região do Condemat, até o momento, os municípios tem reservas somente para os próximos 30 dias no máximo".

Em Mogi das Cruzes, a cidade completou mais um dia sem vagas nas UTIs. Todos os 234 leitos de Enfermaria e 149 leitos de alta complexidade estão com pacientes, e o secretário de Saúde da cidade, Henrique Naufel, concedeu entrevista a uma rede de televisão falando da possibilidade de colapso no sistema de saúde local.

Em Suzano, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a cidade não dispõe de leitos de UTI, com suas 20 vagas disponíveis já ocupadas, e com 143,85% dos leitos de Enfermaria e semi-intensiva com pacientes.

Na vizinha de Poá, os dois leitos de UTI para Covid estão com pacientes, e a capacidade dos leitos de Enfermaria também ultrapassou os 100%, chegando a ocupar leitos não destinados à doença, com 113%.

Itaquaquecetuba está com todos os 31 leitos de Enfermaria e oito leitos de emergência ocupados, enquanto que Santa Isabel conta com apenas um dos seus 30 leitos, sendo 18 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e 12 na Santa Casa de Misericórdia, livres.

A situação começa a se tornar mais drástica em cidades de menor população que não possuem leitos de UTI. Em Salesópolis, dos sete leitos (sendo seis adultos e um infantil) três já estão ocupados. Já em Guararema, que possui oito leitos de Enfermaria, cinco possuem pacientes (taxa de 62,5%)".