Governo federal atrasa os repasses dos leitos de UTI

Baixa dos estoques foi responsável pela situação em São Sebastião
Baixa dos estoques foi responsável pela situação em São Sebastião - FOTO: Divulgação

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou ontem que está buscando meios de manter o funcionamento dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município, a despeito dos atrasos nos repasses financeiros por parte do governo federal, por meio do Ministério da Saúde.

O assunto foi abordado no último final de semana pelo prefeito Caio Cunha (Pode), em entrevista a uma rede de televisão, onde tratou dos esforços do município destinados a evitar o colapso dos sistemas de atendimento nos hospitais públicos e privados do município, que desde o início da semana passada chegaram ao fim dos leitos de UTI na cidade.

Segundo a Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes, o município recebia a habilitação de 40 leitos para Covid-19 do governo federal e, ainda no ano passado, o número caiu para 16. "O município não recebeu o equivalente aos meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021, mas recentemente voltou a receber por 40 leitos, referente à competência do mês passado", explicou em nota.

A pasta também esclarece que os recursos enviados pelo Ministério da Saúde devem suprir os custos dos leitos existentes até o final da primeira quinzena de abril, e que para os leitos novos há um compromisso do governo do Estado, firmado com o intermédio do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), que prevê o envio de R$ 3,5 milhões para a cidade.

Na ocasião, o prefeito Caio Cunha (Pode) informou que o montante seria destinado para a criação de 65 leitos, sendo 15 de UTI e 50 de enfermaria. Os leitos foram criados gradativamente no Hospital Municipal Pref. Waldemar Costa Filho, no distrito de Braz Cubas, utilizando a estrutura local e criando uma nova unidade de contingência no Ambulatório de Especialidades.

Questionada sobre as necessidades orçamentárias para a implantação dos leitos, a pasta mogiana da Saúde informou que há um trabalho em conjunto com a Secretaria Municipal de Finanças em busca de alternativas. "O município poderia operar até a segunda quinzena de abril sem aporte financeiro, mas conforme as ações citadas acima, a expectativa é de que isso não venha a ocorrer. A cada devolutiva das medidas adotadas, este prazo de segurança vai se alongando. É exatamente por isso que a gestão busca alternativas distintas, que não haja riscos", concluiu o município em sua nota.

O valor que é repassado para Mogi das Cruzes para a manutenção dos leitos não foi divulgado pela Prefeitura de Mogi e nem qual teria sido a justificativa para o repasse orçamentário das verbas por parte do Ministério da Saúde e se houve este esclarecimento por parte do governo federal.

Até o final da tarde de ontem, a Prefeitura de Mogi das Cruzes anunciou em sua página na internet a nova parcial de ocupação de leitos de UTI e enfermaria nos hospitais públicos e privados. Por mais um dia consecutivo, houve o registro de lotação total de leitos de Covid-19 na rede hospitalar da cidade.