Mogi tem 44º melhor serviço de saneamento

Mogi das Cruzes tem o 44º melhor serviço de saneamento entre as 100 maiores cidades brasileiras. É o que mostra o Ranking de Saneamento 2021, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados e divulgado esta semana. O município registrou indicadores melhores que 16 capitais, como Vitória (48ª posição), Aracajú (56ª) e Cuiabá (60ª), e de cidades maiores e mais ricas, como Osasco (46ª) e São Bernardo do Campo (55ª). Mogi também avançou nove posições (estava em 53º lugar no Ranking 2020).

O estudo tem como base os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com a situação dos serviços de água e esgoto no Brasil em 2019. O levantamento anual avalia os indicadores de acesso à água potável, coleta e tratamento dos esgotos nos cem maiores municípios do país.

Para melhorar de forma constante os índices, o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) vem investindo na melhoria e ampliação dos serviços de saneamento. Na área de abastecimento de água, o destaque é a Setorização da região leste, que é uma divisão de uma grande área de distribuição em sistemas menores para aperfeiçoar o fornecimento de água, agilizar manutenções e diminuir perdas.

Os bairros são os atendidos pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Socorro, e vão de Sabaúna à Vila Oroxó, passando por Botujuru, todo distrito de Cezar de Souza, Jardim Maricá, Ponte Grande, Jardim Aracy e Itapety, ao longo da margem direita do rio Tietê. O investimento total previsto nas obras de setorização da região leste é de R$ 6,7 milhões.

Na área de coleta e tratamento de esgoto, entre os principais investimentos estão as obras de esgotamento sanitário do Botujuru e parte de Cezar de Souza, com investimento de
R$ 37,3 milhões, e de esgotamento sanitário em Jundiapeba (R$ 9,5 milhões).

Também em Jundiapeba, a autarquia investe R$ 4,3 milhões na reforma e modernização da Estação Elevatória de Esgoto Indonésia, que ampliará a capacidade de bombeamento/tratamento de esgoto no distrito. "São investimentos pesados, que muitas vezes não aparecem (visualmente), mas fazem toda a diferença para a saúde e conforto da população, com garantia de abastecimento de água e esgoto coletado e tratado", afirmou o diretor-geral do Semae, Marcelo Vendramini.

Para o prefeito Caio Cunha (Podemos), além de atender a necessidades fundamentais, o saneamento ambiental expande um direito social. "O saneamento, pensado e desenvolvido de forma estratégica, proporciona um crescimento sustentável e não esgota recursos para o futuro de nossa cidade."