Mogi registra 23,5% do total de óbitos nos 2 últimos meses

Número das mortes ocorridas em Mogi durante o período avaliado representa quase um quarto do total
Número das mortes ocorridas em Mogi durante o período avaliado representa quase um quarto do total - FOTO: Luiz Kurpel

Com 197 mortes pelo coronavírus (Covid-19) registradas em Mogi das Cruzes neste bimestre (fevereiro-março) a cidade passa pelo seu pior momento da pandemia. O número de mortes para o período é tão elevado que responde por 23,5% do total de óbitos na cidade. Os dados foram contabilizados pelo grupo Mogi News com base na atualização diária fornecida pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat).

Em cerca de oito semanas, 197 mortes de pacientes com Covid-19 foram acrescentados ao total de 837, até anteontem. Antes disso, no bimestre anterior (dezembro-janeiro), 166 óbitos foram registrados formando o segundo pior balanço bimestral no município.

Em resumo, é possível dizer que em um ano de pandemia, quase a metade da totalidade de mortes foi registrada entre dezembro do ano passado e março de 2021. A segunda onda da pandemia que a cidade enfrenta também supera o pico da primeira onda, entre julho e julho de 2020, quando 161 mortes haviam sido informadas naquele bimestre. Nos meses seguintes os óbitos tiveram queda e, entre outubro e novembro, se aproximaram do patamar de falecimentos registrados nos primeiros meses da pandemia.

Tendência semelhante foi observada em outras cidades que compõem o G5 - conjunto dos cinco municípios mais populosos do Alto Tietê. Em Itaquaquecetuba, o número de óbitos pela Covid-19 ocorridos entre fevereiro e março de 2021 já supera o pico da primeira onda no ano passado. Com 126 mortes registradas no atual bimestre (24,8% dos 508 óbitos totais), Itaquá também atravessa o seu pior momento da pandemia.

Também enfrentando uma escalada recorde, Poá perdeu 56 vidas para a nova doença neste bimestre (27,7% dos 202 óbitos totais). No ano passado, o pior saldo da cidade havia sido registrado entre junho e julho, quando 43 falecimentos marcaram o ponto mais alto da evolução de mortes na cidade.

Em Suzano a situação é um pouco diferente. Apesar da alta registrada entre fevereiro e março, quando a cidade relatou 124 falecimentos, o saldo recente não superou o pico da primeira onda na cidade, também entre junho e julho quando 131 mortes pela Covid-19 foram informados (28,6% dos 458 óbitos totais).

Completamente fora da curva, Ferraz de Vasconcelos também contabiliza acentuada elevação de casos, marcando 59 óbitos neste bimestre, entretanto, o saldo atual é superado pelo primeiro bimestre da pandemia na cidade. Na ocasião, entre abril e maio 80 mortes foram relatadas (30,5% dos 262 óbitos totais).

Em conjunto, as cinco cidades acompanham tendência de alta registrada em todo o país. Na sexta-feira passada o Brasil registrou novo recorde de 3,6 mil mortes. A expectativa é que os casos diários cheguem em 5 mil nas próximas semanas.

*Texto supervisionado pelo editor.

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