Hospital Municipal absorve demanda de vagas da cidade

Hospital Municipal de Mogi das Cruzes não tem transferido pacientes
Hospital Municipal de Mogi das Cruzes não tem transferido pacientes - FOTO: Emanuel Aquilera

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que a despeito do número crescente de casos associados ao novo coronavírus (Covid-19) e com o aumento na demanda desde o início do ano, o Hospital Municipal Pref. Waldemar Costa Filho está absorvendo a demanda de pacientes sem recorrer a pedidos de transferência para outras unidades.

O questionamento foi encaminhado a todas as cidades da região, que informaram a situação de suas listas de espera junto à Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). Desde o início da semana passada, dois casos fatais de Covid-19 foram registrados na região onde os pacientes não tiveram a possibilidade de transferência para um leito de alta complexidade, sendo um em Poá e o outro em Guararema, no início desta semana.

A preocupação com o tema surgiu no início da semana juntamente com as falas do secretário municipal de Saúde Henrique Naufel à imprensa, falando do iminente colapso do atendimento a leitos em hospitais públicos e privados. Desde segunda-feira, a Prefeitura de Mogi registra ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria, a despeito dos esforços do município e do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) em abrir novos leitos na região.

Segundo a Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes, todos os pacientes estão sendo absorvidos pelo Hospital Municipal, localizado no distrito de Braz Cubas. Já os hospitais particulares e o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, de responsabilidade do Estado, possuem autonomia para solicitar diretamente à Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) a transferência de pacientes.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a demanda por transferências para casos de Covid-19 pela Cross cresceu 117% em comparação ao pico da pandemia, sendo 1,5 mil pedidos por dia contra 690 em junho de 2020. "A regulação depende da disponibilidade de leitos e de condição clínica adequada para que o paciente seja deslocado com segurança até o hospital de destino. A central funciona 24 horas por dia como mediadora entre os serviços de origem e destino. É responsabilidade do serviço de origem manter o paciente assistido e estável previamente de forma a apresentar condições de transferência, bem como providenciar transporte", concluiu em nota.

Segundo a Secretaria de Saúde de Suzano, atualmente 35 pacientes aguardam na lista de espera para um leito para tratamento contra a Covid-19. Em Poá, há 13 pacientes inseridos no sistema Cross, todos internados no Hospital Municipal Dr. Guido Guida.

Em Itaquaquecetuba, 12 pacientes aguardam por leito de UTI, segundo informou a Secretaria de Saúde local. Já em Guararema, cinco pessoas esperam transferência tanto pelo sistema Cross quanto para hospitais particulares conveniados com a Administração Municipal.