Moradora denuncia falta de insulina nos postos

Ministério da Saúde atrasou entrega de insulina
Ministério da Saúde atrasou entrega de insulina - FOTO: Aurélio Alves/DeCom Ferraz

Uma moradora do Conjunto Santo Angelo denunciou a falta de insulina nos postos de saúde. A publicação foi feita pela professora Carla Domeni, 47 anos, nas redes sociais, que relatou o caso de seu marido, Marcio Magalhães, de 42 anos. Diagnosticado com diabetes há 13 anos e com baixa visão decorrente da doença, Marcio faz uso de dois tipos de insulina com até quatro aplicações diárias. Devido à sua condição de saúde, ele é obrigado a realizar mais de duas medições por dia.

O casal informou à reportagem que, desde o início da pandemia, a Prefeitura de Mogi das Cruzes chegou a fazer entregas a domicílio da insulina e das seringas, mas depois de dois meses tiveram que realizar retiradas bimestrais dos medicamentos, seringas e fitas para testagem na Unidade Básica de Saúde localizada no Conjunto Santo Angelo, para evitar a exposição ao novo coronavírus.

No entanto, desde o início do ano, o posto de saúde já não contava com as fitas, que custam cerca de R$ 100 em farmácias, e na segunda-feira a atendente do posto chegou a informar que não havia mais insulina.

Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, não há a falta de insulina NPH e regular na rede, nem das fitas reagentes de controle de glicemia, diferente do que os funcionários informaram. "A Coordenação da Assistência Farmacêutica esclarece que houve apenas um atraso na entrega de insulina por parte do Ministério da Saúde, e que em menos de um mês a entrega foi normalizada.

Segundo o município, 5,5 mil pacientes estão inscritos no programa Hiperdia.