'O nosso maior desafio está relacionado ao coronavírus'

Avenida Brasil foi uma das obras feitas recentemente
Avenida Brasil foi uma das obras feitas recentemente - FOTO: Wanderley Costa/Secop Suzano

 Em meio ao momento mais complicado da pandemia de coronavírus (Covid-19), com número de casos da doença crescendo, Suzano celebra hoje 72 anos de emancipação politico-administrativa. É nesse contexto que o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL) enfrenta os desafios que a cidade tem pela frente.

Com capital político para gastar após uma votação histórica no ano passado, Ashiuchi, durante conversa com o Dat, falou sobre o aniversário da cidade e a importância do município no cenário regional, estadual e nacional, bem como das pessoas que fazem parte de sua história.

Diário do Alto Tietê - O cargo de prefeito exige soluções para novos desafios a cada dia. Quais são os desafios que Suzano enfrenta hoje e quais são as soluções que a cidade busca? A obra mais recente foi a entrega da Marginal do Una, como está o programa de obras para este ano?

Rodrigo Ashiuchi - O cargo de prefeito exige desafios diários. O maior deles é o enfrentamento à pandemia, tanto na geração de novos leitos visando atender o melhor possível ao povo, como nas medidas necessárias para segurar o aparecimento de novos casos, que se faz com vacinação, uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social. A pandemia atingiu outros setores, onde estamos trabalhando pela questão econômica, buscando manter empregos em um trabalho conjunto com o comércio, deixando a cidade preparada para esses desafios que são gerados pela pandemia. Tivemos outras obras para além da Marginal do Una, como a pavimentação de bairros, a entrega de equipamentos, e a mais recente foi a recuperação da avenida Brasil, uma importante ligação para a região de Calmon Viana em Poá.

Dat - Em seu segundo mandato, o senhor comemora o quinto aniversário na qualidade de prefeito. Como avalia a evolução da cidade neste período de tempo?

RA - Em 2017, pegamos uma cidade muito difícil em vários aspectos. Suzano não é uma cidade perfeita, mas tivemos importantes avanços na pavimentação, saneamento básico - inclusive Suzano figura hoje entre as dez melhores cidades com índice de saneamento no país. Tivemos novas escolas, postos de saúde, equipamentos de esporte, a conquista da abertura do Parque Max Feffer. A cidade vem evoluindo ao longo do tempo. Ela passou por problemas nestes anos como enchentes, o ataque à escola Raul Brasil e agora a pandemia, mas vem se mostrando uma cidade pautada nas obras e na união da população que faz com que supere todas as dificuldades e siga em frente.

Dat - Suzano completa seu terceiro aniversário sem comemorações devido ao ataque à Escola Raul Brasil e à pandemia da Covid-19. Como isso reflete no ânimo do morador e no resgate do orgulho de ser suzanense, que é uma das bandeiras da sua administração?

RA - Suzano é uma cidade que, graças a Deus, tem uma população bem acolhedora, e vem avaliando nosso trabalho não apenas em uma data como o aniversário, mas pela nossa dedicação com o município, que é onde nasci. Suzano vem trabalhando e, infelizmente, por diversos motivos, não pudemos comemorar nosso aniversário, mas vejo que os presentes que Suzano merece - o carinho, o respeito, dedicação e evolução que a cidade esperava - vêm sendo dado ao longo dos anos. Pela pandemia não teremos os eventos festividades, mas (hoje) teremos a vacinação em massa de 68 anos ou mais, que é isso o que a cidade espera.

Dat - Dentro do cenário da pandemia, como a cidade está se planejando para enfrentar a doença e evitar as implicações econômicas? Em quanto tempo a cidade pode se recuperar, na sua expectativa?

RA - A pandemia atinge a todos os setores e o comércio não é diferente. Atinge o comércio, os empregos, as empresas de todos os tamanhos. Tivemos ações tomadas desde o começo da pandemia e, em 2021, tivemos a prorrogação do pagamento de impostos, tiramos multas e juros. Estamos conversando com sindicatos, com o Sindicato do Comércio Varejista, com a Associação Comercial, com a Câmara Municipal, buscando juntos soluções para a manutenção dos negócios atuais e para a vinda de novas oportunidades. Apesar da época da pandemia, vamos ter boas notícias para o futuro e para a retomada da economia. Mesmo com este cenário adverso, decorrente da pandemia, Suzano fechou o ano de forma positiva, sendo o primeiro em geração de empregos no Alto Tietê.

Dat - Como estão os esforços do município para a aquisição de vacinas no Consórcio da Frente Nacional de Prefeitos? Existe alguma notícia que pode ser divulgada?

RA - Suzano e o Condemat vêm trabalhando firmemente e unido para buscar soluções e propostas que acelerem a vacinação. Entregamos em todos os laboratórios documentos com intenção de compra e estamos à frente de uma campanha para adquirir vacinas pela iniciativa privada em parceria com os consórcios de municípios.

Dat - Há pouco mais de dois anos Suzano ficou marcada pela tragédia do ataque à Escola Estadual Raul Brasil. O senhor sentiu alguma mudança na população depois de dois anos do massacre?

RA - Infelizmente a tragédia da Raul Brasil nos atingiu. Desde o início, até hoje, atendemos todos que foram atingidos direta ou indiretamente pela tragédia. Já realizamos a contratação de 21 profissionais de psicologia e estamos buscando mais profissionais, que estão atendendo às demandas da Raul Brasil e as que surgiram na pandemia, principalmente junto aos profissionais da Saúde da linha de frente. Seguimos juntos com a população para poder atender a todos da melhor maneira possível, e continuar com a característica acolhedora e solidária do povo suzanense.

Dat - Passado o calor das eleições municipais, o que representa hoje a marca dos 110.001 votos? E, diante deste resultado, isso pode viabilizar planos futuros na política em outras instâncias?

RA - Foi uma das maiores votações proporcionais no país e a maior da história da nossa cidade. Traz uma grande felicidade mas também uma grande responsabilidade, de continuar com o trabalho que vem sendo feito. Com mais quatro anos pela frente, vamos buscar fazer melhor para poder sair pela porta da frente, como uma grande gestão que transformou a cidade. O futuro a Deus pertence, e minha responsabilidade agora são os próximos quatro anos. O que for da vontade de Deus será feito, se pudermos contribuir com o Estado e com o País da melhor maneira possível.

Dat - A atual gestão enfrenta um cenário incomum que é uma composição da Câmara Municipal que declara apoio integralmente ao governo. Isso facilita ou cria novos desafios dentro da gestão pública?

RA - Nossa relação sempre foi e continua muito boa. Estamos lado a lado Executivo e Legislativo, com todos cumprindo suas obrigações. Os vereadores seguem fiscalizando a cidade e nos auxiliam a "carregar o piano" conosco e colocar Suzano cada vez melhor no cenário regional, estadual e federal. Suzano tem de forma consciente seu alinhamento, e quem ganha é o município. Pela primeira vez temos este alinhamento dos dois poderes, e quem ganha é a nossa população.

Dat - Como está Suzano em relação às esferas estadual e federal? E como está a relação com os deputados federais e estaduais que representam o Alto Tietê?

RA - Nós temos uma relação positiva com todos, sem exceção. Sempre atendem às nossas demandas e ouvem nossas sugestões. Quem ganha com isso não é apenas Suzano mas toda a região, o Condemat, com deputados e deputadas que nos ouvem e nos representam à altura. Aproveito para agradecer aqui aos vereadores de nossa cidade e aos deputados estaduais e federais pela amizade e compromisso com nossa Suzano e com o Alto Tietê.