Queda no volume das represas aponta necessidade de economia

Nível mínimo foi menor que março dos anos anteriores
Nível mínimo foi menor que março dos anos anteriores - FOTO: Emanuel Aquilera

A queda de 30 pontos percentuais no nível das represas do Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat), na comparação entre o verão deste ano e o do ano passado, registrada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), aponta a necessidade de consumo consciente de água e de hábitos de economia. O Semae de Mogi das Cruzes não utiliza água das represas, mas o volume das barragens interfere também no nível do rio Tietê, onde a autarquia faz a captação para abastecimento público. E considerando apenas a última semana de março, o nível mínimo do rio foi menor que o de anos anteriores.

Na última semana de março de 2021, o menor nível registrado no rio, na Estação de Captação, foi de 1,25 metro. No mesmo período do ano passado, foi de 1,50 metro, enquanto na última semana de março de 2019 foi registrado o mínimo de 1,52 metro.

Além disso, o monitoramento feito pela Sabesp na área das represas da região revela que a média de chuvas em março de 2021 foi de 125,6 milímetros, 25% abaixo da média histórica do mês (167,6 milímetros). O Sistema Alto Tietê é composto pelas barragens de Paraitinga (Salesópolis), Ponte Nova (Salesópolis), Biritiba Mirim, Jundiaí (Mogi das Cruzes) e Taiaçupeba (Mogi das Cruzes).

"Assim como a Sabesp descarta o perigo de desabastecimento na Região Metropolitana de São Paulo, neste período de estiagem em que estamos entrando, especificamente em Mogi das Cruzes também não há risco de falta d'água, mas a menor disponibilidade hídrica nos lembra a necessidade de um comportamento que deve ser constante: a economia de água", afirma o diretor-geral da autarquia, Marcelo Vendramini.

O Semae orienta medidas simples para economizar. O chuveiro, por exemplo, é considerado um dos principais meios de desperdício. Durante o banho, desligá-lo enquanto se ensaboa o corpo pode representar uma redução de 80 litros de água consumida, dependendo do tempo de banho. Em um mês, são 2,4 mil litros de água (por pessoa) que deixam de ir desnecessariamente para o ralo. Outra dica é tomar banhos rápidos: cinco minutos são suficientes.

Além de banhos curtos, outras recomendações, não só do Semae como de muitas companhias de abastecimento, são fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer lavagens de roupas sempre com a máquina cheia (apenas quando tiver carga suficiente para completá-la), além de identificar e reparar possíveis vazamentos internos.