Alto Tietê ultrapassa a marca de 3 mil mortes por Covid-19

Os dez municípios do Alto Tietê ultrapassaram a marca de 3 mil mortes ocasionadas pelo coronavírus (Covid-19), na tarde de ontem. Considerando a data em que houve o primeiro óbito, em 24 de março de 2020, em Suzano, 3.030 moradores da região não resistiram às complicações da doença e faleceram em razão do avanço do vírus.

Os números divulgados diariamente pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) apontam que somando todas as cidades da região, a média é de oito falecimentos por dia. Para se ter uma ideia da quantidade de vidas perdidas, é o mesmo que colocar todas as vítimas pela Covid em 53 ônibus de linha municipais, com capacidade para 57 pessoas

Somente nas cinco cidades mais populosas da região, ou seja, em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá, as 2.503 pessoas que não resistiram às complicações da Covid-19 correspondem a 82,6% do total das mortes. Isto é, a maior parte dos óbitos ocorreram no G5.

Sendo também o maior município entre os cinco, Mogi é a cidade em que existem mais mortes confirmadas, chegando ontem a 924. Em seguida está Itaquá, com 558, ultrapassando a quantidade em Suzano (511), Ferraz (284) e Poá (226).

Além dos 3.030 moradores da região que foram a óbito pela doença em todo o Alto Tietê, desde o dia 24 de março do ano passado, 73.960 receberam diagnósticos positivos para o vírus e 54.164 se recuperaram. Outras 164.449 pessoas realizaram os testes para a Covid-19 e os resultados foram negativos.

A gravidade da doença na região é tamanha que em grande parte das cidades os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Enfermaria estão superlotados. Por este motivo, inclusive, o governo de Estado de São Paulo retrocedeu todos os municípios à Fase Emergencial do Plano São Paulo, mais rígida do que a Fase Vermelha.

Em Mogi, que está em um estágio ainda mais avançado da Covid-19, com mais mortes e contaminações, o prefeito Caio Cunha (Pode) decretou a Fase Crítica no dia 22 do mês anterior. Nesta fase é permitido o funcionamento apenas dos serviços emergenciais, como farmácias e mercados.

A decisão foi tomada em função do agravamento da situação pandêmica e, principalmente, por conta das taxas de ocupação de leitos da cidade - no caso dos leitos de UTI, a ocupação estava em 100% há oito dias, na data. Ontem, os leitos de UTI ainda estavam integralmente ocupados por pacientes com a Covid-19.