Prefeitura de Poá vai cortar benefícios dos funcionários

Funcionários públicos de Poá se reuniram em frente à Câmara Municipal, às 15 horas de ontem, para protestar contra a diminuição de benefícios trabalhistas. Dentre os motivos, estão o congelamento do vale alimentação, o corte de folgas e o desabastecimento de água potável. A manifestação se encerrou após às 18 horas em frente a Prefeitura.

Ainda ontem, a Prefeitura explicou que desde o início de janeiro, quando a prefeita Marcia Bin (PSDB) assumiu a administração municipal, foi identificada uma grave crise financeira em virtude da queda de arrecadação orçamentária, causada pela falta de gestão anterior.

Com o comprometimento da saúde financeira do município, a prefeita decretou, em janeiro, estado de calamidade financeira (nº 7.731/2021). "Diversas medidas foram tomadas visando a reorganização econômica de Poá como, por exemplo, a redução em 20% dos subsídios da prefeita, vice-prefeito e secretários municipais", acrescentou a Prefeitura.

Os vencimentos dos servidores comissionados também foram reduzidos, além da devolução de prédios, veículos e equipamentos locados, revisão de contratos não essenciais, redução do quadro de servidores comissionados, corte das horas extras, entre outras ações.

Em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19), a situação se agravou, já que o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) também caiu, pelo fato dos comércios estarem fechados com o Plano São Paulo.

"O projeto do congelamento do Vale Alimentação, enviado para votação no Legislativo, se fez necessário, pois representa uma economia de aproximadamente R$ 12 milhões por ano", justificou o Executivo municipal.

Já o abastecimento de água potável foi normalizado por meio de uma parceria com a iniciativa privada. A Prefeitura destacou que empresa Água Natureza de Poá - Fonte Primavera, entendeu a situação financeira da cidade e vai colaborar com o fornecimento de água, de forma gratuita, em todos os setores da administração municipal.

A Prefeitura lamentou todos os cortes afirmando que entende a importância dos benefícios aos servidores, mas que a realidade financeira obrigou a tomar "atitudes drásticas".