Quermesse cancelada traz prejuízos

Parte da lucro das vendas é destinada a grupos sociais
Parte da lucro das vendas é destinada a grupos sociais - FOTO: Ney Sarmento/PMMC

Com mais um cancelamento da quermesse da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, prevista entre os dias 13 e 23 de maio, as entidades participantes deixam de fazer diversos reparos estruturais. Isso porque, a verba utilizada para a troca de pisos e a compra de mesas e cadeiras, por exemplo, é resultado do lucro na quermesse.

No ano passado, a organização do evento também teve de cancelar a quermesse em razão da pandemia de Covid-19. Anualmente, a comemoração carrega uma expressiva participação popular em eventos como a Entrada dos Palmitos, Alvorada e a Procissão de Pentecostes.

O responsável por manter a Associação Pró-Festa, José Carlos Nunes Júnior, explicou que, além das perdas financeiras, o sentimento é de tristeza por não poder confraternizar com pessoas próximas. "Infelizmente é um sentimento muito grande, pois a quermesse é um momento de socialização, local de distração para a família, gastronomia e, acima de tudo, ajuda entidades necessitadas", lamentou.

Ainda de acordo com ele, a prioridade e objetivo é fazer com que os recursos obtidos com a venda dos produtos da quermesse sejam distribuídos para as entidades que participam do evento. Parte da arrecadação é utilizada para o pagamento das despesas da infraestrutura e segue para estas entidades.

"Muita coisa deixou de ser realizada devido a não termos esta receita, tais como reforma de piso, de telhado, ações sociais para com entidades carentes e muitas outras que estavam planejadas", pontuou.

Já Maria Nair Campos da Costa, coordenadora da Pastoral da Criança, que também está presente nas quermesses, contou que, com a verba, o grupo conseguia comprar computadores, mesas e cadeiras, por exemplo. Como as reuniões aconteciam presencialmente, essas e outras compras eram necessárias.

"Além disso, nós também repassávamos 50% do lucro para as paróquias distribuírem às crianças de famílias vulneráveis. Apesar de compreender o cancelamento, ficamos tristes porque, acima de tudo, é uma confraternização em família", acrescentou.

Embora apoie todos os projetos da Prefeitura de Mogi para ajudar financeiramente os empreendedores, o festeiro e vereador Mauro de Assis Margarido (PSDB) explica que ainda não há um projeto de sua autoria enviado à Câmara.

"Não somente eu, mas como a minha esposa, a festeira Cícera Alecxandra de Oliveira Margarido, e os capitães de mastro Roberta Fadoni Batalha e Maurimar Batalha, ficamos muito tristes com a decisão que tivemos de tomar em cancelar a quermesse", disse.

Atualmente, o evento conta com a participação de 29 entidades assistenciais. O tema da festa deste ano, que é tradicional há 407 anos, será Divino Espírito Santo, Fortalecei-nos na Caridade e Conduzi-nos à Santidade.

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