Material escolar pega fogo em galpão da Prefeitura

Fumaça do incêndio cobre galpão do almoxarifado da Secretaria de Educação
Fumaça do incêndio cobre galpão do almoxarifado da Secretaria de Educação - FOTO: Divulgação

Preocupadas com incêndio que destruiu materiais escolares armazenados em um galpão da Prefeitura de Itaquaquecetuba, anteontem, mães de alunos reclamam que ainda não receberam materiais para este ano letivo. Com aulas remotas acontecendo desde fevereiro, as mães se queixam que tiveram de comprar cadernos, lápis e outros produtos para seus filhos realizarem as atividades escolares. O almoxarifado da Secretaria Municipal de Itaquá está localizado no bairro Jardim Valparaíso. Apesar das chamas, ninguém se feriu.

Stephanie Araújo Vieira, mãe de uma aluno do segundo ano matriculado na Escola Municipal Santino Hayashi Amano, no bairro Souza Campos, disse que gastou mais de R$ 30 com materiais. "É um absurdo, os alunos das cidades vizinhas já receberam, mas nós, em Itaquá, estamos tendo que pagar do próprio bolso", disse Stephanie, lembrando que as aulas começaram em 22 de fevereiro. "O material escolar é direito das crianças. Nós pagamos nossos imposto então queremos que nossos filhos tenham o direito deles garantido".

Para Danielle Cordeiro, mãe de uma criança matriculada no primeiro ano da Escola Municipal Professor Alceu Magalhães Coutinho, no Parque Marengo, mesmo com aulas online as atividades exigem materiais escolares. "Estou desempregada e tive que comprar cadernos, lápis de cor e pagar para imprimir várias atividades que as professoras pedem. Só de materiais foram R$ 40, fora as atividades que custam, em média, R$ 1 por impressão, as vezes são até quatro impressões", reclamou.

Segundo Danielle, os materiais escolares haviam sido prometidos pelo prefeito em uma de suas lives ainda em fevereiro. "Também já cobrei o secretário de Educação, Lucas do Liceu, mas não tive respostas de quando vão entregar", completou.

Em nota, a Prefeitura de Itaquá respondeu que o material que foi incendiado não era o material de uso. "Era um material de recuperação. O material escolar será entregue normalmente e está no fim do processo de licitação" declarou sem indicar prazos, porém, nas redes sociais, o prefeito Eduardo Boigues (PP) lamentou a destruição e informou que "a cidade teve uma perda significativa de materiais escolares armazenados". As causas do incêndio serão investigadas.

*Texto supervisionado pelo editor.