Após fim de contrato, rodovia Mogi-Dutra está sem radares

Fim da fiscalização eletrônica abrange todos os 97 km a rodovia Pedro Eroles
Fim da fiscalização eletrônica abrange todos os 97 km a rodovia Pedro Eroles - FOTO: Mogi News/Arquivo

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) retirou todos os radares da rodovia Pedro Eroles (SP- 88), entre ele o trecho conhecido como Mogi-Dutra. O órgão explicou, anteontem, que a remoção dos equipamentos ocorreu devido ao encerramento contratual da empresa que realizava o serviço. A SP-88 é formada pela Mogi-Dutra, Mogi-Salesópolis e estrada das Pitas, possuindo uma extensão de 97 quilômetros.

Por enquanto, ainda não há uma data para que os medidores de velocidade sejam reinstalados na rodovia, já que isto depende do processo licitatório. Assim que finalizado, o DER garantiu que divulgará um prazo para que os radares sejam recolocados.

A SP-88 contava com um total de 11 equipamentos de medição de velocidade e a nova quantidade a ser reinstalada também será informada após a licitação. "Vale lembrar que a fiscalização da velocidade continua sendo realizada pela Polícia Militar Rodoviária, por meio dos radares portáteis", apontou o DER, na tarde de ontem. Diariamente, de acordo com os dados disponibilizados pela Secretaria Estadual de Transportes, passam pela Mogi-Dutra 24.441 veículos no lado leste e 24.666 no oeste.

Em Mogi das Cruzes, os 30 equipamentos de fiscalização (sendo dez barreiras eletrônicas, 14 radares fixos, quatro equipamentos de avanço de semáforo, um equipamento de restrição de caminhões e uma radar estático - popularmente conhecido como radar móvel) foram desinstalados em agosto do ano passado.

Por este motivo, até o mês de julho os radares estavam operando e, a partir de agosto, passaram a ocorrer apenas autuações manuais. No novo contrato serão 26 equipamentos de fiscalização, sendo nove barreiras eletrônicas, 12 radares fixos, três equipamentos de avanço de semáforo e dois equipamentos de restrição de caminhões.

Além disso, funcionarão seis barreiras educativas, que não multam, e o radar estático não será utilizado para fiscalização, mas sim para ações de engenharia de tráfego. Ainda não há previsão para o início de funcionamento dos novos equipamentos porque o órgão federal que realiza a aferição dos equipamentos não está executando este serviço, por conta do estágio atual da pandemia de coronavírus (Covid-19).

Por outro lado, mesmo que os equipamentos estivessem em operação, não haveria arrecadação de valores no ano passado. Isso porque, conforme rege a determinação da Resolução 805 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as notificações de infrações de trânsito ocorridas entre 26 de fevereiro e 30 de novembro do ano passado passaram a ser enviadas aos proprietários dos veículos apenas a partir de janeiro deste ano, de acordo com calendário estabelecido pelo órgão federal.