Sincomércio aprova a criação do Auxílio Empreendedor

Programa pode ajudar a evitar o fechamento de mais empresas pela pandemia
Programa pode ajudar a evitar o fechamento de mais empresas pela pandemia - FOTO: Mariana Acioli/Arquivo

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), Valterli Martinez, elogiou as medidas tomadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes para auxiliar micro e pequenos empresários afetados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) com o programa Auxílio Empreendedor Mogiano.

O projeto, apresentado pelo Poder Executivo no final de março, foi aprovado nesta semana pela Câmara Municipal e prevê o pagamento de R$ 300 a até R$ 1,5 mil para micro e pequenas empresas que aderiram ao sistema tributário Simples Nacional, que são de setores considerados não-essenciais e que possuem até cinco funcionários registrados. O repasse de dinheiro será feito em duas parcelas, previstas para os meses de abril e maio.

Na avaliação de Martinez, o projeto chega em um momento decisivo para o comércio, principalmente nos setores que foram afetados pela pandemia. "O auxílio equivale a 10% da folha salarial, mas este é um momento em que não se pode abrir mão de toda e qualquer política pública que seja direcionada ao auxílio dos micro e pequenos empresários", afirmou.

O presidente do Sincomércio ressaltou que as conversas entre a administração municipal, a Câmara de Vereadores e a sociedade civil para a elaboração dos projetos de auxílio financeiro emergencial foram contínuas e contaram com a participação dos representantes do comércio local. "Chegamos a levantar a possibilidade de inclusão dos microempreendedores individuais (MEI) no texto do projeto de lei, mas entendemos as limitações orçamentárias e também da inclusão deles no programa federal de auxílio emergencial", justificou Martinez.

Questionado sobre a expectativa de adesão ao programa, o líder da entidade ligada ao comércio mogiano informou que espera que a maioria dos micro e pequenos empresários possam participar, mas num número menor que o esperado pela Prefeitura. "Fala-se em cerca de 7,6 mil micro e pequenas empresas no município, mas, se levarmos em consideração que muitas tiveram que encerrar suas atividades neste ano com o agravamento da crise, podemos ter um número menor", explicou.

Sobre as expectativas do setor para 2021, Martinez mostra-se cauteloso com as metas. "Se tivermos um faturamento total equivalente a até 50% do que foi obtido em 2019, antes da pandemia, poderemos manter o que sobrou do comércio em nossa região", concluiu o dirigente.

Associação

A direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) declarou ontem, por ofício, que busca uma reunião de trabalho com o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode), para iniciar os trabalhos de um plano de retomada para o comércio considerado não-essencial pelo Plano São Paulo.

A entidade informou em nota que busca conciliar as ações de combate à pandemia da Covid-19 com a continuação dos negócios, empregos e da economia local, como o horário escalonado de abertura e funcionamento, campanhas de conscientização do consumidor e da população, além de colaboração no programa de vacinação.

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