Alto Tietê se prepara para a retomada gradual da economia

Medida começa a valer a partir de amanhã
Medida começa a valer a partir de amanhã - FOTO: Emanuel Aquilera

Os municípios do Alto Tietê se preparam para a retomada gradativa das atividades comerciais e de serviços a partir de amanhã, conforme anunciado ontem durante atualização do Plano São Paulo, que determinou a fase de transição em todo o Estado pelas próximas duas semanas.

A flexibilização das medidas, com abertura gradual dos setores de comércios e serviços na região, é reflexo da queda nos índices da pandemia de coronavírus (Covid-19), sobretudo na taxa de ocupação de leitos, um dos principais critérios levados em consideração pelo Centro de Contingência do Coronavírus do Governo do Estado. Depois de quatro semanas seguidas com a taxa regional acima de 90%, nesta semana a média no Alto Tietê está abaixo de 85%.

"Graças a um esforço dos prefeitos e de toda a população, estamos saindo da pior fase e avançando com a liberação dos setores produtivos e retomada gradual da economia. Isso é muito importante para a manutenção de empregos e de empresas", disse o secretário executivo do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), Adriano Leite.

De acordo com a fase de transição, o setor do Comércio, incluindo lojas de shopping centers, e os templos religiosos estão autorizados a funcionar presencialmente a partir de domingo, das 11 às 19 horas. Na semana seguinte, a partir de sábado, além dos estabelecimentos comerciais, podem retomar às atividades presenciais os serviços de restaurantes e similares; salões de beleza e barbearias; atividades culturais; parques; clubes e academias. O horário de funcionamento será das 11 às 19 horas, com exceção das academias, que poderão abrir das 7 às 11 e das 15 às 19 horas.

Para evitar aglomerações, a capacidade de ocupação permitida nos estabelecimentos na fase de transição será de 25%. O toque de recolher continua em vigência em todo o Estado, das 20 às 5 horas, assim como a orientação para o teletrabalho para as atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horário.

ACMC comemora

A mudança de fase trouxe certo alívio para a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC). A entidade afirmou que a medida será importante para as vendas do Dia das Mães, uma das principais datas para o varejo. No entanto, a associação lembra que outros setores ficaram de fora das medidas.

Para a presidente da ACMC, Fádua Sleiman, a decisão do governo estadual é um primeiro passo para a retomada econômica. "O governo do estado atendeu um pedido feito pelo presidente da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alfredo Cotait, que solicitou a reabertura dos estabelecimentos "não essenciais". Esperamos que o prefeito Caio Cunha (Pode) siga a determinação estadual, pois precisamos nos preparar para o Dia das Mães", destacou Fádua,
"temos muitos setores que ainda continuam sem poder trabalhar. A decisão de reabrir, mesmo que por um período os restaurantes, é uma ajuda importante. Mas precisamos de ações urgentes para os prestadores de serviço, as escolas de idiomas, as empresas que operam serviço de vans escolares e monitores de aula de dança, por exemplo", acrescentou.

Nesta semana, a ACMC enviou um ofício a Prefeitura de Mogi para solicitar uma reunião para discutir a reabertura dos estabelecimentos considerados "não essenciais". A medida segue o exemplo da Facesp que também pediu a abertura deste diálogo com o governo estadual.

Astrazeneca

A partir de hoje recebem um novo lote da vacina Astrazeneca. No total são 64.540 imunizantes, sendo que 21.920 são destinados à segunda dose de trabalhadores da saúde e 42.620 são para aplicação de primeira dose para idosos de 65 e 66 anos. Os municípios, incluindo Guarulhos, farão a retirada dos imunizantes do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Mogi até segunda-feira, de acordo com agendamento prévio.

Mortes

A atualização dos dados da pandemia de ontem traz 27 óbitos na região nas últimas 24 horas. Com a atualização, já são 3.309 vítimas fatais da Covid-19 desde o início da pandemia. As vítimas eram residentes nas cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, , Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.