Estiagem aumenta risco de queimada

Acidente provocou congestionamento na região
Acidente provocou congestionamento na região - FOTO: Divulgação

A aproximação do período de estiagens e tempo seco aumenta a necessidade de cuidados em relação às queimadas. Só no ano passado, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes, 315 ocorrências foram registradas na cidade, um aumento de 35,7% no comparativo com 2019. Entre os danos ambientais, há a devastação, perda da fauna e flora local e também um causador de grande emissão de CO2, com sérias consequências para o próprio planeta.

O Corpo de Bombeiros voltou a alertar a população para o risco de incêndios florestais e queimadas em áreas urbanas. As ocorrências tornam-se frequentes nos períodos de estiagem que começam em abril e devem continuar até outubro. Nesse período, a diminuição de chuvas gera o cenário ideal para os incêndios que, muitas vezes, são provocados por ações humanas.

"As principais causas dos incêndios florestais no Brasil são as queimadas não controladas para produção de carvão, para plantação agrícola ou extração de árvores, queda de balões, ponta de cigarros em beira de rodovias e fogo espontâneo", explicou o 17° Grupamento de Bombeiros da Polícia Militar.

Até o começo de abril, quatro ocorrências foram registradas em Mogi, mas a atenção deverá ser redobrada nas próximas semanas. Em 2020, 315 ocorrências foram registradas, superando em 35,7% os 232 registros do ano anterior. O ano de 2018 também foi bastante atípico, com 407 queimadas, o pior saldo dos últimos cinco anos. Em 2017, foram notificadas 294 ocorrências. Para combater os focos, uma operação especial é coordenada todos os anos.

Com ações de prevenção, monitoramento e combate ao fogo, o Corpo de Bombeiros promove a chamada Operação Corta Fogo, que integra ações conjuntas da Secretaria do Meio Ambiente, Polícia Militar Ambiental, Defesa Civil e Brigadas Civis de combate a incêndios, e atua em todo o Alto Tietê protegendo extensas áreas de vegetação.

Entre as oito cidades da região observadas pelo 17° Grupamento de Bombeiros, Mogi é, em disparada, responsável pelo pior número de queimadas (veja quadro). Em seguida, vem Suzano que, no ano passado, registrou 112 ocorrências. Guararema ocupa a terceira posição no Alto Tietê, com 94 casos, e é seguida de perto por Itaquaquecetuba, com 80 registros. Biritiba Mirim, Salesópolis, Poá e Ferraz não ultrapassaram 60 casos.

DER alerta

De olho nas rodovias que cortam a região, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que registrou o total de 74 ocorrências de queimadas nas margens de suas pistas em 2020. O órgão também recomenda que os usuários das vias não joguem pontas de cigarros nas laterais das estradas e que, diante de princípio de incêndio, informem o DER para que sejam tomadas previdências o mais rápido possível. (L.K.)

QUEIMADAS NO ALTO TIETê 2017 -2021

Cidades20172018201920202021
Mogi das Cruzes2944072323154
Biritiba-Mirim 1079382180
Salesópolis10158120
Guararema3107945
Suzano93116821121
Poá174829380
Itaquaquecetuba470100801
Ferraz7610838591
Total64779757872812

 

Fonte: Corpo de Bombeiros

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