Advogado de Naufel reafirma inocência do ex-secretário

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Henrique Naufel comenta que aguarda decisão com a "máxima tranquilidade" - FOTO: Mogi News/Arquivo

O advogado Dirceu do Valle, representante jurídico do ex-secretário de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, reafirmou na tarde de ontem a inocência de seu cliente diante do inquérito que está em apuração pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). A investigação trata de possíveis irregularidades na vacinação contra a Covid-19 na cidade, e a defesa reforça sua posição com base em normas e determinações da Secretaria de Estado da Saúde do final de janeiro deste ano.

A gestão do ex-secretário, que foi exonerado no dia 12 de abril, está sendo alvo de inquérito policial do MP, por meio da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes. A promotoria quer averiguar quais foram os meios para a imunização de profissionais do setor administrativo da Pasta, que foram incluídos no esforço destinado aos profissionais da Saúde dos municípios.

Segundo Valle, o MP errou "de forma escandalosa" ao não levar em consideração as normativas da Secretaria de Estado da Saúde, emitidas tanto por e-mail no dia 28 de janeiro às coordenadorias de Vigilância Epidemiológica de todos os municípios do Estado, quanto o documento técnico emitido pelo governo estadual, em 31 de janeiro. "A Saúde se realiza não apenas no ambiente hospitalar pelas mãos de médicos e enfermeiros, mas por aqueles que dão apoio na recepção dos doentes, na elaboração da alimentação dos internados, na limpeza do local, no transporte nas ambulâncias e, também, pelos que em atividade administrativa. Sem o trabalho interno da secretaria não se adquirem equipamentos hospitalares, produtos sanitizantes, máscaras, oxigênio, remédios - enfim, não se controla a parte burocrática", explicou.

Em nota, o ex-secretário de Saúde reforçou sua posição de inocência às acusações de improbidade administrativa no comando da Pasta. "Os servidores da Secretaria de Saúde, administrativos inclusive, foram os únicos que não ficaram em home-office e trabalharam direto desde o início da pandemia, extrapolando, não raro, o expediente. Aqueles que, no interior dos hospitais, na ponta, e também aqueles que com seu trabalho asseguram a realização da saúde, são importantes da mesma maneira para não colapsar o sistema em prejuízo do atendimento dos munícipes", declarou.

Naufel reiterou que a Prefeitura concluirá que a imunização dos servidores foi medida necessária para evitar o risco de colapso no sistema da Saúde, mas, acima de tudo, como uma medida legal e adotada conforme a determinação da Secretaria de Estado da Saúde. "Com a máxima tranquilidade para enfrentar qualquer apuração, aguardo com a serenidade de quem está certo o arquivamento das apurações", concluiu o médico.

Executivo ciente

Em nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que tomou conhecimento da vacinação dos servidores da Secretaria de Saúde e está sendo feita uma análise de toda a documentação, inclusive as normas técnicas, para verificar o cumprimento das regulamentações e prioridades. "A Prefeitura de Mogi das Cruzes vem prestando todas as informações necessárias sobre o caso ao Ministério Público, colaborando com o procedimento de acompanhamento aberto pelo órgão", encerrou.

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