Banda aposta em repertório autoral para renovar o rock

Batizado de Silent Earth, grupo informou que musicas tratam de temas polêmicos
Batizado de Silent Earth, grupo informou que musicas tratam de temas polêmicos - FOTO: Divulgação

A banda de heavy metal suzanense, Haunter, lançou um novo álbum apostando em músicas autorais para renovação do rock no Alto Tietê. Publicado via streaming nas principais plataformas em 19 de abril, o álbum "Silent Earth" apresenta oito faixas tratando de temas polêmicos como o fanatismo religioso, guerras e mortes em nome de divindades e da autodestruição da humanidade.

Com fortes influências das banda brasileiras Angra e Sepultura, o novo álbum trata de temas escatológicos e místicos e seu lançamento, em plena pandemia do coronavírus (Covid-19), reflete catástrofes causadas pela ação humana.

"A produção levou seis anos até o lançamento e o nome do álbum acabou coincidindo com os efeitos da pandemia. Devido às restrições, os grandes centros urbanos se tornaram mais silenciosos. Essa mudança repentina e drástica criou um clima apocalíptico que se relaciona muito bem com as músicas", explicou o vocalista Du Marques.

Outro destaque do Silent Earth é a produção assinada por Thiago Bianchi, produtor de bandas como Noturnall, Shaman e diversos outros nomes de peso do metal brasileiro. Além do vocalista, a banda independente e conceitual é formada por outros quatro integrantes: Lucas Malegne (bateria), Robson Java (baixo), Dan Almeida e Gustavo Silva (guitarra) e outras participações.

Além de influências nacionais, a Haunter se inspira no heavy metal europeu de bandas como as inglesas Iron Maiden, Judas Priest e no power metal das alemãs Helloween e Blind Guardian.

"No Silent Earth tomamos o cuidado de atender um amplo público dentro do rock, temos baladas, músicas mais pesadas e algumas tradicionais. São faixas bem diferentes entre si e as pessoas que ouvirem certamente terão sua favorita. Amamos e somos influenciados por bandas clássicas dos anos 90 e 80, mas acreditamos que para o rock voltar a ter mais prestigio o público precisa apoiar novas bandas. O rockeiro é naturalmente nostálgico mas quanto mais bandas com conteúdo original surgirem, mais chances o gênero tem de voltar a crescer", disse o vocalista.

Traçando um histórico da Haunter, Du Marques disse que a banda surgiu como projeto em 2012 e no ano seguinte já realizou seu primeiro show em Suzano com um repertório de covers e músicas autorais. Em 2019 a banda chegou a se apresentar para mais de 2,5 mil pessoas no Parque Max Feffer, em um evento promovido pela Prefeitura suzanense.

"Na ocasião, abrimos o show da banda de trash metal Korzus durante o evento "Rock na Boa". A oportunidade nos deu a chance de perceber que o público recebeu bem nosso repertório autoral, confirmando que é possível vencer a resistência ao novo e impulsionando confiança em nosso trabalho", lembrou Du Marques.

Já no cenário pandêmico e impossibilitados de realizar apresentações presenciais, a Haunter apostou nas lives. No ano passado, o grupo organizou uma live solidária para ajudar uma instituição mogiana que presta assistência para mulheres vítimas de violência doméstica. Agora a banda avança mais um passo e se prepara para o show de lançamento do Silent Earth para gerar um DVD e CD ao vivo no próximo semestre.

*Texto supervisionado pelo editor.