Mogianos têm mais de R$ 13,7 milhões no SCPC

Atualmente, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) de Mogi das Cruzes conta com 14.247 pessoas inscritas. Comparando o primeiro trimestre deste ano, com o mesmo período do ano passado, foram incluídos R$ 446 mil no montante da dívida que hoje chega a R$ 13.777.546,73. No período, 1.837 novos débitos foram incluídos no cadastro, número 5% maior que de janeiro a março de 2020, quando 1.742 pessoas foram inscritas no serviço. De acordo com o diretor do SCPC, Carlos Lapique, o cenário de endividamento do mogiano é agravado pela pandemia de Covid-19.

Mesmo com uma queda de 10% no número de inscritos no SCPC se comparado as inscrições do primeiro trimestre de 2020, quando 15.903 integravam o cadastro, com os dados atuais, a dívida total cresceu, especialmente, porque as pessoas não conseguem manter os pagamentos em dia. "Com o aumento do desemprego e consequentemente da renda, muitas pessoas não tem conseguido quitar os débitos, o que provoca o alongamento da dívida e o aumento do seu valor", esclareceu o diretor do SCPC.

De janeiro a março deste ano, 784 pessoas deixaram o SCPC, número 6% menor que no mesmo período de 2020, quando 840 inadimplentes saíram do serviço. As exclusões no cadastro são realizadas quando os devedores quitam os débitos ou após cinco anos da inclusão da dívida. Em 2020, foram excluídas por limpeza 4.501 dívida, já neste ano, no primeiro trimestre, foram 1.153.

"Hoje, 50% das dívidas inscritas no SCPC são de pessoas que devem até
R$ 500. Outros 30% se referem a débitos de R$ 1 mil, 15% de até R$ 2 mil e 5% acima deste valor. O importante é negociar presencialmente. O agente financeiro está ávido por essa renegociação, assim, é possível saldar esse compromisso com um prazo alongado e com bastante redução de juros", ressaltou Lapique.

Segundo dados do SCPC, aproximadamente 90% dos inadimplentes possuem apenas um registro de débito. A maioria dos inadimplentes são homens, eles representam cerca de 70% do total de inscritos. As faixas etárias com maior inadimplência são de 26 a 40 anos (45%) e 41 a 60 anos (40%).

Para Lapique, neste momento, é importante que as famílias revejam e cortem os gastos. O diretor defende que apenas com a vacinação em massa da população, a economia poderá se recuperar o que aumentará as oportunidade de emprego e a renda da população. "O mais importante neste momento é fechar para balanço, evitando os gatos que forem possíveis", acrescentou. Os telefones do SCPC para informações são o 4728-4308 e 4728-4309.