Semae incentiva economia e amplia combate a vazamentos

Autarquia realiza a captação de água no rio Tietê para o abastecimento público
Autarquia realiza a captação de água no rio Tietê para o abastecimento público - FOTO: Guilherme Berti/PMMC

Atento a um possível cenário de escassez de água nos próximos meses, devido à falta de chuva, o Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) vem intensificando as ações para evitar desperdícios, como o combate a vazamentos. Por meio da técnica do geofonamento, a autarquia aumentou em 45% a média mensal de vazamentos identificados e corrigidos. No ano passado, foram realizados 667 reparos por mês, em média. De janeiro a abril de 2021, o número subiu para 967.

"Isso não significa que o número de vazamentos seja maior do que antes. O que explica este aumento é a intensificação do geofonamento, que nos permite localizar mais vazamentos não-visíveis e solucionar o problema de forma rápida", explicou o diretor-geral adjunto, Paulo Beono Jr.

O geofonamento identifica vazamentos não-visíveis, que são aqueles em que a água não aflora à superfície, mas permanece embaixo da terra. A verificação é feita nas redes e ramais por meio de equipamentos mecânicos e eletrônicos que detectam ruídos. Só nos primeiros quatro meses de 2021, o Semae já inspecionou 224 quilômetros de tubulações com o uso de geofones. Outros 356 quilômetros já estão na programação.

Vazamentos não visíveis ocasionam desperdício de água e transtornos aos moradores, já que reduzem a pressão nas redes, podendo causar até desabastecimento. A metodologia do geofonamento aprimora atuação das equipes, ao agilizar manutenções preventivas e corretivas. Outra ação que tem contribuído para reduzir o desperdício é a substituição de ramais. Quando há vazamento numa dessas ligações, a autarquia tem priorizado a troca, o que diminui a possibilidade de novos vazamentos.

Economia

A proximidade de um possível cenário de escassez é explicada pela redução da disponibilidade de água nas represas da região. Na comparação entre o verão deste ano e o do ano passado, houve uma queda de quase 30 pontos percentuais no nível das barragens do Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat). No início de maio de 2020, as represas estavam com mais de 80% de sua capacidade. Hoje, são menos de 60%.

O Semae não utiliza água das represas, mas o volume das barragens interfere também no nível do rio Tietê, onde a autarquia faz a captação para abastecimento público.

"Por melhor que seja o desempenho operacional, devemos lembrar que o Semae não produz água. Nós captamos, tratamos e distribuímos, e dependemos do volume de chuva para garantia de segurança hídrica. A água é um recurso finito, e uma disponibilidade menor aumenta a necessidade de economia", afirmou o diretor-geral da autarquia, Marcelo Vendramini.

O Semae orienta ações simples para economizar, como banhos curtos, fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer lavagens de roupas sempre com a máquina cheia (apenas quando tiver carga suficiente para completá-la), além de identificar e reparar possíveis vazamentos internos, dentre outras medidas.

A autarquia solicita a colaboração de todos para que, ao identificar um vazamento, entrem em contato pelo telefone 115 ou pelos números de WhatsApp (994454-3939, 94217-1475 e 95786-8775).

Deixe uma resposta

Comentários