Construção de Clínica-Escola para Autistas é aposta de mães

Fabíola aponta restrições da escola de música
Fabíola aponta restrições da escola de música - FOTO: Arquivo Pessoal

O anúncio de novos estudos para a construção da Clínica-Escola para Autistas, em Mogi das Cruzes, tem gerado boas expectativas aos pais das pessoas diagnosticadas com o espectro. O planejamento da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, sugere que a edificação se inicie ainda neste ano.

"O intuito é formar e atender o público das crianças com transtorno do espectro autista com uma educação de excelência para o desenvolvimento integral dessas crianças e jovens", explicou a Prefeitura, no mês passado. Para a aromaterapeuta Marcela Lourenço, a nova escola deverá entregar diversos benefícios aos autistas.

"Eles também terão atendimento multidisciplinar e escolar para casos severos, além de adultos com autismo que não são atendidos por nenhum equipamento público. Acredito que a acessibilidade estrutural e sensorial não pode faltar", afirmou Marcela sobre a nova unidade de Mogi.

A aromaterapeuta participa do grupo de mães engajadas na solicitação da Clínica-Escola à Prefeitura desde 2016. Ela tem um filho com espectro de autismo com 11 anos.

Já a advogada Fabíola Prince Arias é mãe de uma adolescente de 13 anos com o espectro autista e, para ela, a nova construção será um divisor de águas na vida da comunidade autista.

O motivo, segundo ela, é especialmente o atendimento para aqueles que não conseguem frequentar a rede regular de ensino e estão sem qualquer atendimento terapêutico, como adolescentes e adultos. "O projeto deve beneficiar também os alunos que saem da rede municipal e migram para a estadual e ficam sem qualquer atendimento, uma vez que a Emesp (Escola de Música do Estado de São Paulo) atende apenas os alunos matriculados em sua rede", acrescentou, ilustrando com um dos segmentos de atendimento: a música.

As instalações e equipamentos adequados, que atendam a especificidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA), como distúrbios sensitivos ou perceptivos visuais e auditivos (sensibilidade a barulhos ou ruídos específicos, luzes, agrupamento de pessoas), bem como o tratamento multidisciplinar intensivo com profissionais especializados, indispensáveis à inclusão social são necessidades que não podem faltar, conforme explicou a advogada.

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