Emissão de dióxido de carbono tem redução de 2,5% em 1 ano

Maior parte das emissões de dióxido de carbono veio da queima de combustíveis
Maior parte das emissões de dióxido de carbono veio da queima de combustíveis - FOTO: Divulgação/Cetesb

Suzano foi a cidade que mais emitiu dióxido de carbono (CO2) entre as cinco cidades mais populosas do Alto Tietê (G5). No levantamento mais recente do Observatório do Clima, com ano base de 2018, o município foi responsável pela emissão de mais de 860 mil toneladas do principal gás causador do efeito estufa.

Mesmo estando atrás de cidades como Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba em população, Suzano é o município mais poluente do G5, conforme aponta o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima que compreende a produção de estimativas anuais das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.

Foram avaliados todos os cinco setores que são fontes de emissões - Agropecuária, Energia, Mudanças de Uso da Terra, Processos Industriais e Resíduos. Sozinha, Suzano emitiu 864 mil toneladas de CO2, o valor é 2,5% menor do que o registrado um ano antes, quando 887 mil toneladas foram emitidas para a atmosfera.

Filtrando as emissões pelo setor de origem, é possível verificar que a principal liberação dos gases é proveniente da geração de energia, são 624 mil toneladas emitidas pela queima de combustíveis.

Em seguida, o segundo setor com mais liberação é a produção de resíduos, com 220 mil toneladas do total. A menor parcela ficou com o setor mudanças de uso da terra registrando 13 mil toneladas e agropecuária com 6 toneladas, processos industriais não tiveram participação.

O levantamento do Observatório do Clima ajuda a entender a contribuição das cidades da região para o agravamento das mudanças climáticas. A concentração de gases dificulta que o calor seja devolvido ao espaço, aumentando, consequentemente, as temperaturas do planeta. Desde a revolução industrial, no século 19, os níveis de CO2 aumentaram consideravelmente com o advento do uso de combustíveis fosseis como carvão, gás natural e petróleo.

Dentro do G5, Mogi ficou bem perto do saldo acumulado por Suzano. A cidade foi responsável pela emissão de 742 mil toneladas, 2,8% menos do que as 763 mil toneladas de CO2 liberadas em 2017. Ferraz de Vasconcelos vem em seguida com uma emissão de 176 mil toneladas e acompanhada de perto por Poá que registrou um acumulado de 170 toneladas no ano. Itaquá foi a única do G5 que informou remoção, ao todo foi uma redução de 223 mil toneladas de gases.

*Texto supervisionado pelo editor.