Vereadora aponta prioridades antes do hospital veterinário

Fernanda destaca as reclamações no atendimento do Centro de Bem-Estar Animal
Fernanda destaca as reclamações no atendimento do Centro de Bem-Estar Animal - FOTO: Emanuel Aquilera

Ainda que a implantação de um hospital veterinário em Mogi das Cruzes seja um pedido antigo pelos defensores de animais da região, é necessário que os serviços já existentes para os pets sejam aprimorados primeiro. A avaliação é da vereadora Fernanda Moreno (MDB), que tem como uma de suas bandeiras no Legislativo a causa animal, sobre o novo pleito enviado ao governo do Estado de São Paulo.

O pedido do hospital veterinário regional foi feito pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) no final do mês passado. A ideia é que a unidade após instalada fortaleça as políticas públicas de bem-estar animal desenvolvidas pelas cidades região. A proposta é de que o equipamento seja instalado nas dependências do Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no distrito de Jundiapeba, em Mogi.

"Precisamos melhorar o que já temos, as reclamações quanto ao atendimento no Centro de Bem-Estar Animal são muitas, principalmente quanto ao número de senhas diárias, falta de atendimentos importantes, como os mais simples tipos de quimioterapia até cirurgias mais complexas", apontou a vereadora.

Segundo a parlamentar, ainda que não há prioridade por gravidade, fazendo com que as pessoas cheguem às 5 horas para garantir atendimento na unidade. Para ela, isto é ruim para os animais e seus tutores e, por isso, seria preciso ponderar se é melhor construir um novo hospital ou fazer parcerias (convênios) com veterinários para ampliar o atendimento sem o custo de uma construção.

"Precisamos considerar que o Condemat atende 12 municípios e cabem alguns questionamentos: porque muitos deles nunca fizeram o básico para seus animais, como um programa contínuo de castração?", perguntou a vereadora.

Fernanda explicou que os hospitais veterinários não têm esse viés, existem para cuidar de animais doentes. No entanto, é imprescindível que se comece pela castração para diminuir abandono, maus-tratos e o número de animais sofrendo nas ruas.

A parlamentar também alerta para a necessidade de recursos para manter o hospital veterinário. Ele questiona sobre o número de atendimentos diários e a forma como as cidades conveniadas dividirão as despesas. Fernanda ainda deve questionar oficialmente o Estado para saber como será o convênio para atendimentos, se as cidades possuem o programa de microchipagem e um programa de castração contínuo.

Caso o hospital veterinário seja, de fato, implantado, o tratamento preventivo é imprescindível. Para a vereadora, todo animal atendido já deveria ter sua castração agendada para quando estiver curado ou todos seguirão "secando gelo", nas palavras de Fernanda.

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