Vereadores articulam Frente Parlamentar Contra o Pedágio

Projeto de Decreto Legislativo para criar Frente ganhou o apoio dos vereadores
Projeto de Decreto Legislativo para criar Frente ganhou o apoio dos vereadores - FOTO: Diego Barbieri/CMMC

A Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes começou na tarde de ontem mais uma articulação para impedir a instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88), com o envio às comissões do projeto de Decreto Legislativo que cria a Frente Parlamentar Contra o Pedágio em Mogi.

A iniciativa foi assinada por um grupo de vereadores descontentes com a retomada do governo do Estado em privatizar a rodovia que é de responsabilidade do município. 

A vereadora Maria Luiza Fernandes (SD), a Malu Fernandes, foi a primeira a pedir o apoio dos vereadores, ressaltando a necessidade de união entre os parlamentares contra o projeto de instalação da praça de pedágio. "Nosso objetivo é unir a Casa de Leis e articular com a sociedade e com nossos aliados na Assembleia Legislativa contra este projeto", afirmou.

Vereadores do campo progressista colocaram-se prontamente favoráveis à criação da frente parlamentar. A vereadora Inês Paz (Psol) lembrou que a união entre vereadores e a comunidade impediu a instalação de um aterro sanitário em Mogi no passado, enquanto que Iduigues Martins (PT) defendeu que o projeto visa apenas extrair o lucro às custas da população e do comércio locais.

O líder do governo na Câmara, Marcos Furlan (DEM), defendeu a Frente Parlamentar como mais um instrumento a ser utilizado pela Casa de Leis. "A Frente Parlamentar é fundamental para representar nosso descontentamento com a possibilidade de sermos penalizados com este pedágio", afirmou.

O presidente do Legislativo, vereador Otto Rezende (PSD), afirmou que a cidade "está em guerra contra a Artesp", a agência reguladora estadual que trata do transporte rodoviário. "Temos que estar unidos, e vamos buscar o apoio da Prefeitura e da sociedade civil para mais manifestações contra o pedágio", afirmou.

Caso Photoshop

A Câmara também realizou, durante o período para explicações pessoais, o debate sobre a polêmica na semana envolvendo o prefeito mogiano, Caio Cunha (Pode), na qual uma publicação alterada por computador no gabinete do ministro Gilson Machado Neto (Turismo) em que foi retirada a imagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o que gerou uma crise entre o governo federal e a administração municipal.

Vereadores de diversos grupos políticos criticaram a ação da equipe responsável pelas mídias sociais do prefeito, ressaltando que o papel institucional do chefe do Executivo deve ser mantida em tempo integral, mesmo em suas contas particulares, e defenderam uma retratação junto ao gabinete do ministro Machado Neto.

O vereador Marcos Furlan declarou que todas as medidas foram tomadas o mais rápido possível, e que o prefeito de Mogi das Cruzes se encontrará novamente com o ministro para desfazer todos os mal-entendidos. "Acredito que, neste momento, a resolução deste caso é primordial, e que todos os esclarecimentos aos vereadores serão feitos", concluiu.

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