Saúde detalha lista de comorbidades para vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde preparou um roteiro detalhado das comorbidades incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 do Ministério da Saúde como prioritárias para a imunização. Nesta semana, a vacinação do grupo foi incluída para pessoas de 50 a 59 anos, mas a população ainda tem muitas dúvidas sobre as exigências e documentos necessários para comprovação.

Para receber a dose, é obrigatório entregar, no momento da vacinação, relatório ou declaração médica com diagnóstico que comprove a condição de acordo com os critérios definidos pelo Ministério da Saúde, além da receita da medicação de uso contínuo que utiliza ou exame comprobatório, dependendo da patologia. Também é obrigatória apresentação de documento pessoal com foto, CPF e comprovante de residência em Mogi.

As exigências para cada comorbidade precisa ser consultada antes do agendamento, evitando transtornos ou divergências. Os portadores de Diabetes Mellitus (tipo 1 e 2), por exemplo, podem apresentar receita médica com data dos últimos três anos. Quem tem doença pulmonar crônica e grave precisa apresentar relatório ou exame de qualquer data. Já os portadores de hipertensão arterial resistente precisam entregar relatório médico ou receita comprovando uso de pelo menos três medicamentos de grupos distintos.

"São exigências baseadas nas normativas técnicas dos órgãos estadual e federal que precisamos cumprir rigorosamente no município", explicou a chefe da Vigilância Epidemiológica da Pasta, Lilian Peres Mendes, ressaltando que o sistema do Vacivida exige uma série de comprovações de dados. Mais informações podem ser obtidas no site da Prefeitura www.mogidascruzes.sp.gov.br

Novo lote

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) recebeu ontem um novo lote com 31.150 doses de CoronaVac. As vacinas contra a Covid-19 são destinadas à aplicação de segunda dose para idosos de 64 anos e para primeira dose de gestantes e puérperas com comorbidades.

As novas doses de CoronaVac chegam à região em meio às notícias da falta de insumos para a produção do imunizante. No caso do grupo de gestantes com comorbidades, a vacina substitui as doses de AstraZeneca que foram recebidas na semana passada, porém tiveram sua aplicação neste grupo suspensa pelo Ministério da Saúde, atendendo recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após a morte de uma gestante que havia tomado o imunizante.