Caio Cunha organiza lideranças do Alto Tietê em ato contra o pedágio

Na manhã de domingo, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode) organizou um ato com lideranças políticas da região para protestar contra a decisão do governo do Estado de instalar praças de pedágio em estradas de responsabilidade do município. O ato aconteceu em uma parada para viajantes na estrada Mogi-Dutra (SP-88), próximo ao local onde poderá ser instalada a praça de cobrança.

Dentre os participantes, estiveram os prefeitos de Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale (PSD), e de Arujá, Luiz Antonio de Camargo (PSD); os deputados estaduais Estevam Galvão (DEM) e Marcos Damásio (PL); o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP), membros da Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes e do secretariado municipal.

O ato foi o primeiro movimento unificado de lideranças da região após o anúncio feito pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), órgão que regula o transporte intermunicipal no Estado, ocorrido na última sexta-feira. Durante o anúncio, foram prometidas cinco praças de pedágio, sendo uma na Mogi-Dutra, na altura do km 40, e outra na Mogi-Bertioga (SP-98), na altura do km 95.

Em seus discursos, os prefeitos da região colocaram-se terminantemente contra o governo estadual. "Eles podem lançar editais, podem afirmar que serão um, dois ou três pedágios, mas enquanto eu for prefeito isso não vai acontecer. Vamos continuar lutando visceralmente para impedir esse absurdo", declarou o prefeito de Mogi, horas mais tarde em suas redes sociais.

Durante o ato, o prefeito de Arujá também colocou-se contra. Luiz Antonio de Camargo reiterou que, com a vinda da praça de cobrança, o trânsito de munícipes para Mogi e outras cidades da região será comprometido para trabalho, comércio, estudos ou questões médicas.

Em sua fala, o ex-prefeito de Mogi das Cruzes e atual deputado federal, Bertaiolli, reafirmou que não será permitido instalar uma praça de pedágios com o objetivo de financiar intervenções em outras rodovias. "Tinha a palavra da Artesp que nada seria feito sem conversar com o município, e que o prefeito Cunha seria consultado. Se ficarmos quietos, vão tirar a soberania de nossa cidade", advertiu o parlamentar.

O coordenador do movimento Pedágio Não, Paulo Bocuzzi, mostrou-se otimista com a articulação conjunta dos políticos do município e da região. "É saudável ver que há uma unanimidade entre diferentes partidos e grupos políticos contra a instalação do pedágio", apontou.

Bocuzzi informou que está sendo organizado um novo ato para o próximo sábado, a partir das 10 horas, com o intuito de demonstrar a insatisfação do público. "Esperamos que a marca de aproximadamente 700 veículos em nossa carreata mais bem-sucedida possa ser batida", estimou. (A.D.)

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