Câmara participa de campanha contra exploração infantil

Os membros da Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes realizaram, na sessão de ontem, um ato simbólico de adesão à campanha Faça Bonito, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Os membros do Legislativo mogiano utilizaram como adereço em suas roupas um girassol, símbolo do movimento.

Segundo o vereador Edson Santos (PSD), presidente da Comissão Permanente de Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos, o dia 18 de maio foi escolhido pelo Caso Araceli. "Este é um dia que as pessoas precisam entender para evitar que a violência e a exploração sexual contra crianças e adolescentes seja combatida por todos de nossa comunidade", afirmou o vereador.

A vereadora Maria Luiza Fernandes (SD) lembrou que as escolas possuem um papel fundamental neste combate, verificando sinais e adotando as medidas cabíveis. "Por isso é importante que as escolas voltem a funcionar o quanto antes", pediu a parlamentar, que contou com o apoio da vereadora Fernanda Moreno (MDB) neste ponto.

Inês Paz (Psol) também comentou a importância do dia e a necessidade da conscientização dos alunos sobre como reconhecer o abuso físico e sexual. "Este é um debate que tem de ser feito nas escolas e nas famílias. Infelizmente este foi um tema que foi muito cerceado dentro do ambiente escolar nos Planos Municipais de Educação", lamentou.

O 1º vice-presidente da Casa de Leis, vereador Iduigues Martins (PT), reforçou que o aumento da desigualdade social e a precarização da qualidade de vida fez com que muitas crianças passassem a tentar ajudar no sustento de casa vendendo doces nos semáforos e estacionamentos pela cidade, o que dá margem para a ação de predadores sexuais.

O vereador Osvaldo Antonio da Silva (REP), o Pastor Osvaldo, concluiu que é dever de todos em atuar diretamente na proteção das crianças e adolescentes, e apoiou uma iniciativa do vereador Edson Santos sobre um ciclo de palestras sobre o assunto.

O caso Araceli

Neste dia em 1973, Araceli Cabrera Sánchez Crespo foi sequestrada, torturada, violentada sexualmente, morta e teve seu corpo desfigurado na cidade de Vitória-ES. Os acusados pelo crime, filhos de empresários ricos e com influência junto ao governo da época, foram inicialmente condenados, mas tiveram suas penas canceladas anos mais tarde. Ela tinha apenas oito anos de idade. (A.D.)

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