Condemat confirma oposição ao pedágio

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) colocou-se contra a determinação da Artesp para a instalação de duas praças de pedágio, uma na rodovia Mogi-Dutra e outra na Mogi-Bertioga.

O posicionamento veio no início da semana, após as manifestações de grupos populares e de lideranças políticas contra o anúncio do governo do Estado feito na sexta-feira passada. A expectativa é de que o processo licitatório tenha a abertura das propostas em setembro e a assinatura até o final deste ano, com o início das obras em janeiro de 2022 e as cobranças a partir de 2024.

Segundo a direção do consórcio, a implantação de uma praça de pedágio na Mogi-Dutra inviabilizaria o desenvolvimento de atividades essenciais para o Alto Tietê, como a agricultura e a indústria, bem como colocaria um entrave no trânsito de milhares de trabalhadores e estudantes que trafegam diariamente pela rodovia. "O mesmo ocorre com a rodovia Mogi-Bertioga, acarretando em prejuízos para os munícipes que moram no trecho de Taiaçupeba e Biritiba Ussu, e que podem ser afetados", apontou.

Questionado sobre possíveis reuniões entre os prefeitos integrantes do consórcio para abordar exclusivamente o tema, a direção do Condemat informou que eles já estão sendo mobilizados. "O Conselho de Prefeitos vem discutindo diariamente esta pauta", informou.

Além de Mogi, a cidade de Arujá foi uma das primeiras a se colocar oficialmente contra o projeto de cobrança na Mogi-Dutra. No sábado, a Prefeitura colocou em sua página oficial em uma rede social uma imagem repudiando a atitude do governo do Estado.

No domingo, o prefeito Luis Antonio de Camargo (PSD) participou do ato promovido por lideranças políticas da região contra o pedágio na Mogi-Dutra, organizado pelo prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode). O ato também contou com a presença da prefeita de Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale (PSD), além de deputados estaduais e federais pela região. (A.D.)