Adição de mais mil mortes por coronavírus ocorre em 43 dias

Intervalo a cada mil falecimentos por Covid está cada vez menor no Alto Tietê
Intervalo a cada mil falecimentos por Covid está cada vez menor no Alto Tietê - FOTO: Arquivo/Mogi News

Em apenas 43 dias, o Alto Tietê ultrapassou mais uma marca de mil óbitos pelo coronavírus (Covid-19). Anteontem a região alcançou 4 mil falecimentos em tempo recorde se comparado com outras marcas de mil mortes. As atualizações divulgados pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e contabilizadas pelo Grupo Mogi News revelam que, para alcançar as primeiras mil mortes, em agosto de 2020, a região precisou de 133 dias. A aceleração no número de óbitos reflete o impacto do 2° pico da pandemia registrado entre março e maio deste ano.

Desde a primeira morte no Alto Tietê, em 24 de março de 2020, de um morador de Suzano, 421 dias se passaram. Dentro desse curto intervalo de tempo, a pandemia ceifou 4.001 vidas, uma média de 9,5 mortes por dia. Só que, considerando apenas a média diária de óbitos, um dado ainda mais preocupante fica oculto - a velocidade com que se deram os falecimentos mais recentes.

Entre a milésima morte na região e o acumulado de exatos 2 mil óbitos, registrados em 26 de janeiro deste ano, se passaram 175 dias, refletindo uma leve desaceleração que tem respaldo na queda da curva da pandemia entre os meses de setembro e dezembro de 2020. Mas desse ponto em diante, o Alto Tietê entrou em um ritmo de óbitos que chama atenção pela velocidade.

As 3 mil mortes foram atingidas em 6 de abril de 2021, um intervalo de tempo de apenas 70 dias, quase a metade do tempo necessário para as primeiras mil mortes do ano passado, acumuladas pelas dez cidades que compõem o Alto Tietê. Já as mais recentes mil mortes, responsáveis pelo total de 4 mil óbitos alcançados ontem, foram registrados em pouco mais de um mês, 43 dias no total. Foram seis semanas entre 6 de abril (3 mil mortes) e 19 de maio (4 mil mortes), o período coincide com o pico da pandemia registrado na região, quando leitos de internação alcançaram taxas de lotação acima dos 100% e pacientes chegaram a morrer na fila de espera.

Casos confirmados

De forma similar, a progressão de casos confirmados da Covid-19 no Alto Tietê também apresentou números recordes em intervalos cada vez menores. Em 4 de agosto, quando a região alcançava a primeira marca de mil mortes eram 15 mil infecções. Em janeiro, quando o Alto Tietê registrou 2 mil falecimentos, as atualizações saltaram para 50 mil casos. No próximo marco, alcançado em 6 de abril, o total foi para 73 mil contaminações. Agora a região se aproxima dos cem mil casos, anteontem foram acumulados 93.590 testes positivos da Covid-19.

*Texto supervisionado pelo editor.