Suzano intensifica abordagem a pessoas em situação de rua

Abordagem é acompanhada da Defesa Civil municipal de Suzano e do Creas
Abordagem é acompanhada da Defesa Civil municipal de Suzano e do Creas - FOTO: Divulgação/Secop Suzano

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social iniciou a intensificação dos trabalhos de abordagem à população em situação de rua. O serviço, desempenhado por equipes multidisciplinares do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), visa garantir oportunidade de acolhimento a essas pessoas, sobretudo nos dias mais frios.

De acordo com o chefe da pasta, Geraldo Garippo, a abordagem social tem ocorrido semanalmente, em pontos estratégicos, e também durante os dias em que a previsão do tempo aponta para a queda de temperaturas, conforme auxílio da Defesa Civil. "O inverno ainda não chegou, mas o frio é sempre motivo de preocupação. O trabalho das equipes prioriza o diálogo, com o principal objetivo de sensibilizar as pessoas em situação de rua para que aceitem o acolhimento em abrigos preparados para isso. Em caso de negativa, uma manta e um kit de higiene são oferecidos", explicou.

Atualmente, o município suzanense conta com o acolhimento emergencial sediado no Complexo Poliesportivo Paulo Portela, com 120 vagas, das quais 65 estão ocupadas. "Além da abordagem social, a pessoa em situação de rua pode se dirigir voluntariamente ao ginásio a qualquer momento. Lá, os agentes oferecem o acolhimento completo, inclusive com alimentação", informou.

Garippo lembrou que o acolhimento junto ao espaço, criado justamente para atender à demanda deste período de pandemia, recebeu 517 pessoas em pouco mais de um ano. "Deste total, a grande maioria é composta por homens com uma média de idade em 40 anos. Desses abrigados, cerca de cem pessoas já eram acompanhadas pela municipalidade, as demais configuram novos cadastros, sendo pessoas de outras cidades que estavam de passagem por Suzano ou indivíduos que entraram em situação de rua no período da pandemia", detalhou.

Já o Centro Social Bom Samaritano, que oferece 30 vagas de acolhimento por meio de convênio com o município, trabalha em parceria com o Creas, que realiza o referenciamento das pessoas que têm interesse no acolhimento ou em outros serviços oferecidos, como recâmbio. Esta última atividade consiste na articulação pelo regresso do indivíduo a seu município de origem, possibilitando o retorno à casa, conforme a vontade.

Além disso, das mais de 500 pessoas acolhidas no abrigo emergencial Complexo Poliesportivo Paulo Portela, 67 foram posteriormente encaminhadas ao Centro Social Bom Samaritano para a continuidade da assistência. "Aceitar o abrigo e evoluir para um acompanhamento duradouro é o primeiro passo para a reinserção social dessas pessoas, que podem contar com todo o apoio necessário, seja na questão social, na saúde ou em outra área, para retomar a vida em uma nova jornada", finalizou.