'Pedágio Não' vai se encontrar com o governador João Doria

Está não foi a primeira carreta contra o pedágio, uma ocorreu em fevereiro de 2020
Está não foi a primeira carreta contra o pedágio, uma ocorreu em fevereiro de 2020 - FOTO: Mogi News/Arquivo

O coordenador do movimento "Pedágio Não" em Mogi das Cruzes, Paulo Bocuzzi, afirmou no final da tarde de ontem que o grupo que luta contra a instalação de uma praça de cobrança na rodovia Mogi-Dutra (SP-88) e Mogi-Bertioga (SP-98) irá se concentrar nesta semana no fortalecimento das articulações no meio político para cancelar o projeto, incluindo a participação de encontros de trabalho com o governador João Doria (PSDB) e o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM).

A declaração vem depois de uma série de reuniões realizadas ontem com representantes do Alto Tietê na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e da Câmara dos Deputados. Nestes encontros, com o ex-prefeito de Mogi das Cruzes e deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e o deputado estadual Marcos Damásio (PL), foi acertada a participação de coordenadores do movimento nas reuniões. "A expectativa é de que tenhamos uma confirmação ainda nesta semana sobre o encontro com o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), e aguardamos a confirmação da agenda com o governador João Doria", declarou o coordenador.

Bocuzzi reforçou que a coordenação do movimento passou a trabalhar em outras instâncias políticas, buscando o apoio tanto dos poderes Executivo e Legislativo da cidade. Com este movimento, segundo uma das lideranças do "Pedágio Não", começaram a surgir os primeiros resultados, como o apoio de deputados de outras regiões na Assembleia Legislativa.

O apoio de outros parlamentares ocorre dias depois do maior protesto em carreata realizado pelo grupo desde o início de sua militância, no final de 2019. Segundo um dos organizadores do ato realizado no último sábado, mais de 1,2 mil veículos estiveram da carreata que ocupou as faixas da Mogi-Dutra, em protesto à decisão da Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). "Detectamos uma coluna de 4 km de carros, motos, caminhonetes e caminhões. E poderia ter sido ainda maior, caso as condições do tempo tivessem sido mais favoráveis", ponderou Bocuzzi.

Perguntado sobre o planejamento para os próximos atos, o coordenador informou que os trabalhos nesta semana serão dedicados à articulação política, e que a partir do início de junho serão iniciados os trabalhos de planejamento para novas manifestações: "Queremos deixar claro que as próximas manifestações levarão em consideração a participação dos políticos da nossa região, de forma integrada".

Paralisação

Questionado sobre a sugestão do deputado Bertaiolli durante uma entrevista concedida a uma rádio local, na manhã de ontem, da possibilidade de um protesto às vésperas do feriado de Corpus Christi, em 3 de junho, Bocuzzi descartou a possibilidade de ser realizada alguma ação deste tipo no curto prazo.

"Esta foi uma sugestão que chegou ao deputado pelas redes sociais. No entanto queremos esclarecer que até hoje não trabalhamos com esta possibilidade, uma vez que as carreatas já geram um efeito colateral que também deve ser considerado", concluiu o coordenador.