Indicadores apontam alta na atividade industrial da região

Cidades do Alto Tietê contaram com o saldo positivo de 2.143 vagas de emprego
Cidades do Alto Tietê contaram com o saldo positivo de 2.143 vagas de emprego - FOTO: Divulgação/CNI

A indústria tem dado sinais de recuperação mais intensos nos últimos meses. Diversos indicadores apontam para a retomada do setor. Um dos parâmetros que demonstram esta melhora é o nível de emprego que teve um salto no primeiro trimestre deste ano. A área de abrangência do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Regional do Alto Tietê, que conta com as cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano contou com o saldo positivo de 2.143 empregos. No mesmo período de 2020, este número era um saldo negativo de 95 postos. No Dia da Indústria, celebrado hoje, o setor tem motivos para comemorar uma recuperação mais consistente.

De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em março, a atividade industrial obteve um resultado positivo. Um dos índices que compõem o indicador, é o faturamento, que cresceu 2,2% em relação ao mês anterior, já em comparação ao terceiro mês de 2020, houve um salto de 12,7%.

As horas trabalhadas, também aumentaram 0,9% se comparadas com fevereiro, e em relação a março do ano passado, houve um crescimento de 10,7%. Outro dado que chama atenção é o de emprego, que apresentou um aumento de 0,3% sobre fevereiro e 2,1% se analisado com o mesmo período de 2020.

Ainda segundo o levantamento, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), indicador que demonstra quanto do parque fabril está sendo utilizado, sustentou o patamar elevado de 81,1%, o que representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a fevereiro. Se colocado em perspectiva, o índice está 4,8% maior que em março de 2020.

Um dos principais desafios enfrentados pela indústria desde o início da pandemia de Covid-19 foi a falta de matéria-prima, que impactou em toda cadeia produtiva. No entanto, a recente pesquisa de Sondagem Industrial, realizada pela CNI com 1.783 empresas de pequeno, médio e grande porte, demonstrou que o nível de estoque efetivo está próximo do planejado.

Desde o segundo semestre de 2020, o setor opera com estoques baixos, volume muito menor que o desejado pelos empresários. Este desajuste afetou o fornecimento de insumos, elevou preços e prejudicou a indústria. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado estava bem abaixo da linha de 50 pontos desde maio do ano passado. O índice varia de 0 a 100, nos quais 50 pontos é a linha de corte. Em abril, esse número ficou em 49,6 pontos, o que demonstra a recuperação.

"O cenário ainda é de incerteza, mas os indicadores apontam para uma recuperação mais consistente. Dependemos especialmente, da superação da pandemia de Covid-19, que apenas será possível com uma vacinação em massa e ágil, além de ações macros, como a Reforma Tributária. Precisamos reduzir o Custo Brasil, que impede a competição igualitária com o mercado exterior. Temos que olhar para o futuro para conquistar não apenas os índices da pré-crise, mas de crescimento real", destacou o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro.