Bom Prato amplia atendimento após pandemia do coronavírus

Bom Prato de Mogi foi o único que apresentou redução de refeições servidas
Bom Prato de Mogi foi o único que apresentou redução de refeições servidas - FOTO: Emanuel Aquilera

O crescimento da vulnerabilidade das pessoas provocado pela pandemia da Covid-19 se torna mais evidente quando são consultados os atendimentos nas unidades do Bom Prato da região. No comparativo entre o primeiro trimestre do ano passado e o deste ano, houve um aumento de 40% na oferta de refeições nos restaurantes populares de Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos.

Fechados durante um bom tempo por conta das restrições sanitárias, as unidades passaram a fornecer refeições em embalagens descartáveis para não interromper o atendimento do público.

No registro dos dois períodos estudados, foram servidas 348.143 refeições em 2020 e 484.681 neste ano. Somente em Itaquaquecetuba (rua Padre Anchieta, 78, centro), por exemplo, houve um aumento de 71,9% na entrega das refeições, passando de 68.767 nos três primeiros meses de 2020 para 118.259 no mesmo período deste ano.

Normalmente, os restaurantes oferecem café da manhã a R$ 0,50 e almoço a R$ 1 durante os dias de semana. Em março de 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, o serviço foi ampliado para o jantar por R$ 1 e também estendido aos finais de semana.

Em Ferraz (rua Lourenço Paganucci, 155, centro), o crescimento de 58,6% foi gerado porque no primeiro trimestre do ano passado foram ofertadas 87.559 refeições e, na mesma temporada deste ano, 138.922. Já em Suzano (rua Major Pinheiro Fróes, 148, Vila Maria), os atendimentos passaram de 86.307 para 132.166 de um ano para outro, 53% a mais nas de refeições vendidas aos moradores.

Apenas em Mogi (rua Professor Flaviano de Melo, 333, centro), o número diminuiu em 9,6%, sendo que de janeiro a abril de 2020 o Bom Prato entregou 105.510 refeições e, no mesmo período deste ano, 95.334.

Para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social, este crescimento está relacionado à implementação do serviço de jantar e no atendimento aos vulneráveis durante os finais de semana e feriados, conforme explicou ainda nesta semana.

"O perfil de usuários do serviço sempre foi bem diverso e, ao longo da pandemia, o que se pode observar é o aumento de famílias e pessoas que perderam a renda, buscando os restaurantes por uma refeição de qualidade a um custo acessível", acrescentou a Pasta estadual.

Enquanto diversos chefes de família perderam seus empregos, outros foram obrigados a deixar seus trabalhos informais ou autônomos. As pessoas que comercializam lanches e pipocas em frente às universidades são exemplos de empreendedores que tiveram queda rigorosa nas rendas.

Isso porque, para conter o avanço da pandemia de Covid-19, o distanciamento social se tornou imprescindível, resultando na interrupção de serviços prestados presencialmente. Obrigados a procurar outras alternativas de trabalho que, por vezes eram sem sucesso, a vulnerabilidade avançou para muitas famílias que mal conseguem manter a alimentação básica.

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