Servidores querem adiar volta das aulas presenciais

Escolas ainda temem os riscos de contaminação
Escolas ainda temem os riscos de contaminação - FOTO: Divulgação

A Associação dos Servidores Municipais de Mogi das Cruzes (ASMMC) solicitou o adiamento do retorno das aulas presenciais na cidade. O documento encaminhado à Secretaria Municipal de Educação na quinta-feira considera o "aumento constante" dos índices de contaminação por Covid-19. Outro ponto destacado pelo ofício dos servidores é a elevação nas taxas de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Na data em que o pedido foi protocolado a taxa era de 78,7%, acima da média da Região Metropolitana de São Paulo.

"O retorno presencial neste momento coloca em risco servidores e servidoras, crianças e seus familiares", declarou a ASMMC dando ênfase também ao alto número de pessoas com vírus ativo em Mogi: 2.139, segundo informações da Prefeitura. O documento emitido pela associação que congrega mais de 4 mil servidores sugere a manutenção das aulas online até que todos os servidores estejam imunizados.

De posse do ofício assinado pelo presidente da ASMMC, Lauro Eduão Ferreira Neto, a Prefeitura de Mogi das Cruzes comunicou que está analisando os indicadores epidemiológicos no município e fazendo um intenso processo de escuta de todos os setores da sociedade, além de acompanhar a situação de todas as unidades escolares com relação aos protocolos de segurança sanitária exigidos.

"A municipalidade informa também que, para aprofundar a escuta e o diálogo, está formando o Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (Gaepe), a fim de reunir representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e da sociedade civil em torno das discussões do retorno das aulas. O grupo é uma ampliação da Brigada da Pandemia na Educação", explicou o Executivo em nota.

Por meio do Gaepe, a Prefeitura declarou que será possível informar em breve as definições sobre os próximos passos da retomada às aulas presenciais. A administração também adiantou que a Secretaria de Educação tem feito um trabalho de readequação das escolas e capacitação dos servidores para que o retorno gradual às aulas seja seguro.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado São Paulo (Apeoesp) também segue na luta para manter as aulas apenas no modelo remoto. A coordenadora da subsede do Sindicato em Mogi, Vânia Pereira da Silva, informou que, há duas semanas, os professores ganharam uma ação na Justiça que contempla funcionários das redes estadual, municipal e particular.

"A ação solicita que enquanto a região se encontrar na fase vermelha ou laranja o retorno presencial fica vedado", explicou. No entanto, o Estado recorreu da decisão e manteve as escolas abertas. Só nessa semana, dois professores da rede estadual em Mogi testaram positivo para Covid-19 e dois alunos estão sob suspeita.

*Texto supervisionado pelo editor.

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