Planejamento Urbano é tema de live

Live ocorreu na noite da última quarta-feira
Live ocorreu na noite da última quarta-feira - FOTO: Divulgação/Secop Suzano

Os trabalhos desempenhados pela Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação de Suzano foram destaque durante um encontro online promovido pela arquiteta mineira Caroline Fonseca, que convidou o chefe da Pasta, Elvis Vieira, para um bate-papo sobre a experiência na cidade. A "live" realizada na noite da última quarta-feira, tendo como público-alvo arquitetos de Minas Gerais, abordou o funcionamento da secretaria.

Na oportunidade, Vieira detalhou a atuação das diretorias da Pasta e destacou os desafios. Entre eles, está a ampliação da quilometragem de ciclovias. "Queremos chegar a 140 quilômetros de ciclovia, mas não dá para pensar nisso sozinho. Então estamos sempre atuando em parceria com outras secretarias", explicou.

O chefe da pasta também reforçou a necessidade de se pensar o município a longo prazo. "Não podemos pensar apenas no tempo político, de quatro anos, mas considerar um plano futuro. Estamos para iniciar o projeto "Suzano do Futuro", que estipula a cidade que queremos daqui a 30 anos. Então, precisamos analisar quais mudanças e quais medidas podemos tomar para garantir uma Suzano melhor", afirmou.

O arquiteto ainda comentou o legado deixado por grandes profissionais, como Paulo Mendes da Rocha e Jaime Lerner, sendo este último urbanista o responsável por projetos importantes em Curitiba (PR), como a Ópera de Arame e a Rua 24 horas.

"Lerner mostrou como um arquiteto pode contribuir para as cidades. O Brasil tem mais de cinco mil municípios, com uma diversidade enorme, e que podem ser explorados de maneira sustentável", declarou

O encontro tratou ainda das parcerias público-privadas (PPP), como forma de mitigação de impactos, e do Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), que estabelece diretrizes sobre a utilização do espaço em prol do bem coletivo. "As grandes capitais conseguiram colocar as normativas em prática, mas isso ainda é um desafio para municípios menores. Porém, eu acredito que uma cidade inteligente não é necessariamente tecnológica. Nada adianta uma cidade tecnológica se as pessoas não conseguem interagir entre elas", disse ao introduzir as alternativas simples adotadas em Suzano.

"Também queremos trabalhar a inteligência territorial, a partir do conceito de bairros completos, dentro da lógica francesa da 'cidade dos 15 minutos'. A ideia é fomentar estruturas públicas e serviços para que as pessoas possam ter acesso à saúde, educação, lazer e comércio bem próximo", finalizou.

Para a anfitriã do encontro, a oportunidade foi de muito aprendizado. "Agradeço imensamente o convite aceito. Ao longo da semana postei enquetes sobre o assunto porque quando a gente se depara com a profissão de arquiteto e urbanista, a parte do 'urbanista' é pouco comentada, mas hoje vimos como é relevante e o quanto impacta a vida das pessoas", comentou Caroline.