Vereadores pedem rapidez na entrega de aparelhos de surdez

De acordo com os parlamentares, 150 mogianos aguardam pelo aparelho auditivo
De acordo com os parlamentares, 150 mogianos aguardam pelo aparelho auditivo - FOTO: Mogi News/Arquivo

A Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes aprovou na tarde de ontem uma moção de apelo ao governo do Estado para que as pessoas com surdez, atendidas pela rede pública de saúde, recebam os aparelhos auditivos em uma lista de espera de mais de oito anos.

A moção 92/2021, de autoria do vereador Mauro Yokoyama (PL), o Mauro do Salão, pede que o Palácio dos Bandeirantes venha a atender os mais de 150 mogianos que aguardam o recebimento do aparelho auditivo. Segundo o parlamentar, são encaminhados anualmente apenas um aparelho por paciente atendido, enquanto que a demanda segue em crescimento.

O líder do governo na Câmara, vereador Marcos Furlan (DEM), reiterou que é fundamental zerar a lista de espera no município por respeito às pessoas com deficiência auditiva, além de melhorar a qualidade de vida desta parcela da população.

O presidente da Câmara, vereador Otto Rezende (PSD), afirmou que é fundamental que o poder público venha a dispor para a população uma estrutura de otorrinolaringologia adequada, com equipamentos que realizam os exames audiométricos que irão adequar e personalizar os aparelhos aos pacientes.

Na mesma sessão, o vereador Eduardo Ota (Pode) apresentou uma indicação ao poder Executivo pedindo a escalação de servidores públicos habilitados na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) para equipamentos públicos do município. O intuito é promover a acessibilidade destas pessoas aos serviços públicos. "Recebi em meu gabinete o relato de um morador que não conseguiu ser atendido na Prefeitura pois ninguém o compreendia", explicou.

IPTU Verde

A Câmara encaminhou às comissões um projeto de Lei que institui o "IPTU Verde", que estabeleceria descontos na cobrança do Imposto Predial e Territoral Urbano (IPTU) para as residências construídas com técnicas ecologicamente sustentáveis.

Os autores do projeto de Lei, Inês Paz (PSOL) e Milton Lins da Silva (PSD), o Bi Gêmeos, reiteraram a urgência da implantação de novas políticas públicas voltadas ao fomento da sustentabilidade mediante o cenário de mudanças climáticas em escala global e as ações de governos e empresas em reduzir o impacto ambiental da ocupação humana.

A Câmara de Vereadores apresentou e aprovou uma indicação ao Executivo municipal para a criação do selo voltado para estabelecimentos do setor de festas que atendem às determinações sanitárias do governo estadual, por meio do Plano São Paulo. A iniciativa, chamada de "Selo Evento Seguro", foi apoiada pelos vereadores Eduardo Ota, Marcos Furlan, Milton Bigêmeos e Maria Luíza Fernandes (SD), a Malu Fernandes, visando reaquecer e legitimizar o trabalho do setor de festas e eventos, um dos mais afetados na pandemia do coronavírus (Covid-19).