Entidades buscam alternativas para enfrentar possível 3ª onda

Protocolos sanitários impostos pela Covid prejudicaram principalmente o comércio
Protocolos sanitários impostos pela Covid prejudicaram principalmente o comércio - FOTO: Ney Sarmento/Arquivo/PMMC

A possibilidade de um novo aumento no número de infectados e internações pelo novo coronavírus (Covid-19) no país para as próximas semanas não está apenas dentro das ações do poder público, mas também da sociedade civil organizada. Entidades e associações ligadas à indústria e comércio seguem buscando alternativas para garantir o controle da pandemia e a retomada das atividades econômicas.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta na última semana em que 12 dos 26 Estados mais o Distrito Federal apresentaram uma tendência de alta no número de casos e mortes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em seu último informe, a entidade alertou a possibilidade de um novo pico de internações e mortes no país, que até o fechamento da matéria registrava 480 mil óbitos desde março de 2020.

A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) informou que tem orientado e apoiado o comércio, e que o setor vem seguindo todas as regras de reclassificação do Plano São Paulo, mantendo contato com a administração municipal e o governo do Estado para a busca de soluções para minimizar os impactos da pandemia no comércio.

A ACMC também informou que mantém diálogo com as entidades que representam o setor no Alto Tietê, e que somente uma vacinação ágil e que atenda a todos possibilitará a volta do comércio e de outras atividades plenamente. "A ACMC é solidária ao atual momento e acredita que o comércio, especialmente o de estabelecimentos considerados não-essenciais, não pode ser penalizado pelo aumento de casos de Covid-19, enquanto é sabido que as aglomerações e eventos clandestinos provocam este cenário", informou a presidente da entidade, Fádua Sleiman.

Já o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), em declaração ao grupo MogiNews/DAT, informou que mantém o acompanhamento diário dos dados da pandemia como parte de um grupo de outras 22 entidades que atuam em conjunto com o Comitê de Retomada das Atividades, de responsabilidade do governo do Estado, e que uma das ações recomendadas é o aumento da testagem da população. "Estamos apreensivos e trabalhamos para a segurança dos trabalhadores que atendem diretamente o público, com o intuito de evitar o fechamento do comércio, que já foi provado que não é o principal difusor da doença", afirmou Valterli Martinez, presidente da entidade.

Segundo o Sincomércio, o relacionamento da entidade com os municípios vem evoluindo ao longo da pandemia, tanto em Mogi quanto em outras cidades do Alto Tietê. "Temos conversado com a Pasta responsável pelo desenvolvimento econômico tanto de Mogi das Cruzes como de Ferraz de Vasconcelos, como em outras cidades", completou o dirigente.

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