Movimento Pedágio Não busca apoio enquanto aguarda Justiça

Posição dos deputados contra a instalação do pedágio vai fortalecer o movimento
Posição dos deputados contra a instalação do pedágio vai fortalecer o movimento - FOTO: Divulgação

O impasse jurídico entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) está permitindo uma nova abordagem na luta contra o projeto de implantação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88), embutido na proposta de concessão de estradas no litoral à iniciativa privada, segundo Paulo Bocuzzi, líder do movimento Pedágio Não.

Um mês após o anúncio da Artesp da licitação que estabelece o Pacote Litoral Paulista de concessões do corredor Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga (SP-98), foram realizados três atos com a participação do público e de autoridades, como prefeitos, vereadores e deputados da região.

Segundo Bocuzzi, a nova etapa da estratégia é angariar, a partir de agora, o apoio dos 24 parlamentares mais bem votados em 2018 no Alto Tietê. "Encaminhamos a cada um dos gabinetes um material detalhado sobre o que é esta licitação, o que representa e o que coloca em risco não apenas para a qualidade de vida dos moradores, mas para a economia como um todo", explicou.

Outro ponto que está sendo buscado pelos apoiadores é a sensibilização pelas redes sociais. "Estamos pedindo que quem está do nosso lado nessa luta procure os deputados em quem votaram para que possam dar uma palavra pública sobre este assunto. Até o momento já recebemos centenas de imagens desta articulação", apontou Bocuzzi.

A movimentação está sendo feita enquanto não há novidades do Judiciário, após a concessão de liminar da Vara da Fazenda Pública de Mogi à Ação Civil Pública movida pela Prefeitura contra o pedágio. "Assim que tivermos uma resposta, iremos atuar de acordo, não apenas com nossos apoiadores, mas também na esfera legal", concluiu.

Questionada pela reportagem, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou que só irá se manifestar nos autos do processo legal.

Dos 24 deputados mais votados no Alto Tietê que se elegeram nas últimas eleições, até o momento pronunciaram-se publicamente contra o pedágio André do Prado (PL), Marcos Damásio (PL), Estevam Galvão (DEM), Rodrigo Gambale (PSL) e Caio França (PSB). Juntos, estes deputados tiveram 152.173 votos nas dez cidades da região.

Damásio, Estevam e Prado participaram dos atos realizados pelo prefeito mogiano, Caio Cunha (Pode) no dia 16 de maio, dias depois do anúncio da Artesp. Gambale pronunciou-se em suas redes sociais contra a instalação do pedágio e Caio França enviou um requerimento ao governo do Estado pedindo explicações sobre a matéria.

Até o momento, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL) não se pronunciou oficialmente a favor ou contra a instalação do pedágio na Mogi-Dutra. Ela obteve 89.503 votos no Alto Tietê nas últimas eleições.

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