Câmara quer repassar recursos e ampliar Auxílio Emergencial

Matéria foi aprovada pelos vereadores na sessão ordinária de ontem no Legislativo
Matéria foi aprovada pelos vereadores na sessão ordinária de ontem no Legislativo - FOTO: Diego Barbieri/CMMC

Os membros da Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes sugeriram ao prefeito Caio Cunha (Pode) o remanejamento de recursos que não foram utilizados no programa Auxílio Empreendedor Mogiano para prolongar o programa Auxílio Emergencial Mogiano, destinado às famílias em situação de vulnerabilidade. A indicação foi apresentada e aprovada na sessão de ontem.

A indicação 1.195/2021, de autoria do vereador José Luiz Furtado (PSDB), o Zé Luiz, citou o alcance do programa voltado às micro e pequenas empresas e sua adesão no município, que esteve abaixo da previsão da administração municipal de mais de 7 mil empresas aptas a pleitear o benefício. O programa atende micro e pequenas empresas com até cinco funcionários registrados que tenha aderido ao programa fiscal Simples Nacional, sendo de setores que foram impedidos de trabalhar por não serem serviços essenciais.

O vereador tucano lembrou que o auxílio mínimo para uma empresa, de R$ 300 para custeio da folha salarial, poderia ajudar pelo menos mais três famílias por mais um mês de duração. "Este é um dinheiro que não pode ficar parado", ressaltou.

A proposta contou com o apoio de outros vereadores, como Marcos Furlan (DEM), líder do governo na Câmara, e de Inês Paz (Psol), que relembrou a importância da matéria e dos debates durante sua elaboração no plenário do Legislativo.

Iduigues Martins (PT) relembrou da importância dos programas emergenciais, e do número de famílias em situação de vulnerabilidade pela crise econômica decorrente da pandemia. "Não só em Mogi das Cruzes, mas em todo o país milhões de pessoas esperam e não possuem segurança alimentar. É fundamental que esta Casa se empenhe em implantar essa iniciativa", pediu.

Atividade delegada

A Câmara também aprovou uma moção de apelo, de autoria de Eduardo Ota (Pode), pedindo que o governo de São Paulo tome as medidas necessárias para renovar os contratos de atividade delegada de policiais militares que atuam no município.

O autor da propositura falou da importância do reforço da atividade delegada no patrulhamento, principalmente nos bairros. Ele citou os recentes roubos e furtos no Jardim Universo, no distrito de Braz Cubas, como um dos exemplos da falta de segurança na cidade. "Quem é comerciante sabe a dor de ver o fruto de seu trabalho tomado de si de maneira impune", afirmou.

O vereador Maurino José da Silva (Pode), o Policial Maurino, reforçou a responsabilidade do governo do Estado em aplicar políticas públicas voltadas à segurança do cidadão, e da defasagem nos quadros de agentes policiais. "Todos os anos milhares de policiais se aposentam ou deixam a profissão, e não há novos concursos para repor a demanda", concluiu.

A necessidade por mais agentes e por melhores remunerações aos policiais também foi defendida por Inês Paz, que procurou valorizar a categoria. "Um profissional de segurança que precisa trabalhar em sua folga para poder melhorar sua renda não descansa. E a falta de descanso afeta sua qualidade de vida a curto, médio e longo prazo", apontou.

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