Sete cidades têm R$ 68 milhões em obras ainda não concluídas

Em todo o Estado, são R$ 25 bilhões em obras paradas ou atrasadas, segundo TCE
Em todo o Estado, são R$ 25 bilhões em obras paradas ou atrasadas, segundo TCE - FOTO: Divulgação/TCE

Um levantamento apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) apresentou 30 obras no Alto Tietê que estão atrasadas ou que estão completamente paralisadas. Tais obras representam um total de mais de R$ 68 milhões em investimentos que ainda não se converteram em benefícios à comunidade.

O número faz parte da plataforma "Painel de Obras Paralisadas", disponibilizado na página do TCE na internet. Em todo o Estado, o tribunal contou 1.156 obras com o cronograma defasado, sendo destas 510 atrasadas e 646 paradas. No Estado de São Paulo, os valores de contratos somados são de mais de R$ 25,4 bilhões.

Segundo o Tribunal de Contas, sete cidades do Alto Tietê não deram andamento adequado a obras municipais ou possuem obras estaduais defasadas em seu território: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis e Suzano. As obras paralisadas e atrasadas dividem-se em diversas categorias na região: Mobilidade Urbana, Equipamentos Urbanos, Educação, Infraestrutura e Turismo, Habitação, Saúde e Outros. Neles estão inclusos a construção e reforma de ruas, avenidas, estradas, escolas, creches, postos de saúde e prédios do poder público.

A cidade que conta com o maior número de obras paradas é Ferraz, com oito obras paradas, somando R$ 19 milhões em contratos. Neles estão incluídos a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim TV; a construção de duas escolas; o pacote de 187 unidades habitacionais do programa "Morar Bem"; a construção do Centro de Convenções; a construção e ampliação da Câmara Municipal e a reforma da Praça Central e das praças Luiz Kerkowics e José Mazzuca.

O município com o segundo lugar em obras retardatárias é Biritiba, que conta com uma obra atrasada e seis obras paralisadas, num total de R$ 4 milhões em contratos: a pavimentação de duas ruas e de dois trechos da estrada do Nirvana, a construção de uma quadra desportiva e de uma creche no Jardim Eucaliptos, e ações de acessibilidade na avenida Maria Siqueira.

No entanto, a cidade que conta com a maior somatória em contratos paralisados é Suzano, que tem três obras paradas e um total de
R$ 33,9 milhões sem conclusão da destinação em contratos iniciais. As obras concentram-se principalmente no distrito do Boa Vista, nos pacotes de infraestrutura viária do Badra-Planalto e na infraestrutura viária e regularização fundiária no Badra-Jaguari. Além disso, aguarda-se a conclusão das obras da Escola Ana Maria Barbosa Garcia.