Itaquaquecetuba é a terceira no Estado em quedas de raios

Aumento da urbanização das cidades pode aumentar o fenômeno meteorológico
Aumento da urbanização das cidades pode aumentar o fenômeno meteorológico - FOTO: Inpe/Divulgação

Itaquaquecetuba ocupa o 3º lugar no ranking de todo o Estado de São Paulo sobre a concentração de raios que caem sobre a cidade, no que diz respeito à densidade das descargas elétricas. Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a densidade dos raios é de 16,09 descargas por quilômetro quadrado (km²) por ano na cidade.

Em nível nacional, o Inpe apontou que com os dados de 2016 até o ano de 2019, Itaquá ocupa o 254º lugar no ranking. No ranking estadual, a cidade de Ferraz de Vasconcelos não ficou muito atrás e está na 11º posição com uma densidade de 13,78 por km² durante um ano.

"Pesquisas já indicaram visíveis aumentos de incidência de raios em áreas urbanas. Essa maior incidência de raios está relacionada ao aumento de temperatura (fenômeno conhecido como ilha de calor) e de poluição nos centros urbanos", afirmou o Instituto.

A cidade de Suzano também está entre as primeiras do ranking, ocupando a 13ª posição com uma densidade de 13,74 raios por km² por ano em nível estadual. Já na comparação por todo o país, o município está no 370º lugar.

Dentre estas cidades mais populosas do Alto Tietê, em seguida está Poá, no 14º lugar em comparação com o Estado de São Paulo e 371º com todo o país. A densidade das descargas ficou em 13,71 por km² em cada ano de 2016 a 2019.

Em Mogi das Cruzes, de 2016 a 2019 os raios caíram com uma densidade de 12,04 descargas por km² em cada ano, fazendo com que a cidade ocupe o 18º lugar em nível nacional e 18º, no nacional.

No ranking nacional, a cidade está ocupando 364º lugar. Ainda de acordo com o Inpe, a região entre Coari e Manaus, no Amazonas, é onde mais caem raios em todo o Brasil. Além disso, a região amazônica também deverá receber um aumento da incidência do fenômeno nas próximas décadas.

Clima tropical

Segundo o Inpe, no Brasil caem 77.8 milhões de raios por ano e a explicação é geográfica: é o maior país da zona tropical do planeta - área central onde o clima é mais quente e, portanto, mais favorável à formação de tempestades e de raios.

É importante lembrar que os raios são diferentes de relâmpagos, pois estes são todas as descargas elétricas geradas por nuvens de tempestades, que se conectam ou não ao solo. Já os raios são somente as descargas que se conectam ao solo.