Professora da rede municipal é convidada do Canal Futura

Episódio com a professora Nilda Ferreira pode ser encontrado na internet
Episódio com a professora Nilda Ferreira pode ser encontrado na internet - FOTO: Maurício Sordilli/Secop Suzano

Uma professora da rede municipal de ensino de Suzano foi convidada para participar do décimo segundo episódio do podcast "Chão de Escola", do Canal Futura. Na ocasião, ela participou de uma discussão com jornalistas e outros educadores sobre a importância do acolhimento no ambiente escolar. O conteúdo está disponível no link bit.ly/podcast-educacao-suzano.

Nilda Ferreira de Carvalho é professora alfabetizadora na Escola Municipal Professora Ana Rita Gomes, no Jardim Margareth e dá aula para 70 crianças do Ensino Fundamental. No podcast, ela e o professor da rede estadual de Pernambuco, Diego Rafael, refletiram sobre as mudanças que aconteceram em suas vidas desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O ponto central da conversa foi sobre como as práticas de acolhimento têm contribuído para a saúde mental e emocional das pessoas que vivenciam a escola, sejam elas crianças ou adultos.

A área da educação foi uma das mais impactadas pela crise sanitária, portanto, para lidar com este contexto atípico, o poder público e as instituições de ensino precisaram se reinventar para continuar fornecendo educação de qualidade aos estudantes, considerando mais do que nunca suas realidades particulares, que envolvem medos, anseios, perdas e outros sentimentos afetados pela crise sanitária.

Neste contexto, o papel da escola e dos professores em acolher se tornou essencial para amparar, ouvir e oferecer um abrigo para que as crianças possam se abrir e crescer. Os participantes discutiram sobre suas vivências e sobre as maneiras que encontraram para adaptar esta abordagem ao ensino remoto, de forma a manter uma relação saudável e próxima com os estudantes.

Segundo Nilda, o diálogo constante com os alunos e seus responsáveis foi essencial para isso, criando uma relação que vai além do horário de aulas. "Por trás da criança tem muita coisa envolvida, muitos sentimentos e frustrações. Por isso precisamos oferecer abrigo, refúgio, hospitalidade, confortá-las física e mentalmente. É uma postura ética e profissional que implica em escutar", reforçou.

Para além da sala de aula, os professores também sofrem neste período, pois precisam se reinventar a cada dia, conciliar sua vida profissional com a pessoal e lidar com este turbilhão de emoções. Sobre isso, Nilda comenta que o acolhimento também tem papel fundamental para amparar os professores. Ela relatou que, além de participar de rodas de terapia entre educadores, para lidar com os sentimentos diversos deste momento, também participa dos vários processos de formação oferecidos pela administração municipal suzanense, iniciativas com o objetivo de apoiar os educadores nesta jornada, principalmente no que diz respeito aos desafios do uso de tecnologia e questões psicológicas.

"Como cuidar de alguém se você não está bem? Em Suzano, a Secretaria Municipal de Educação tem práticas muito acolhedoras, o próprio secretário é uma pessoa extremamente acolhedora. Então nós tivemos um tempo de adaptação às plataformas, é claro que tudo aquilo foi muito assustador. Eu sou professora de giz e lousa, não gostava de redes sociais, mas agora estou viciada, se tornou nosso meio de comunicação", afirmou a professora alfabetizadora.