Estado constata aumento na demanda do transporte público

Estações ferroviárias têm tráfego normal de passageiros sob restrições sanitárias
Estações ferroviárias têm tráfego normal de passageiros sob restrições sanitárias - FOTO: Mariana Acioli/Arquivo

Uma das principais críticas de especialistas e de agentes políticos ao governo do Estado na condução da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foi a abordagem junto ao transporte público, apontado como um dos fatores de aglomeração do público em pontos de ônibus, estações de trem e metrô, bem como durante o traslado dos passageiros.

Questionada pela reportagem, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos informou que mantém a Operação Monitorada, iniciada em março de 2020, com a avaliação das faixas de horário com o intuito de atender às necessidades da população. "No horário de pico a demanda é atendida com 100% da frota possível. Lembrando que o sistema de trilhos foi projetado e construído para transportar alto fluxo de pessoas da origem ao destino, aglomerado de pessoas em grandes escalas", explicou.

Sobre a demanda de trens e ônibus intermunicipais, a Pasta estadual informou que a taxa de demanda subiu de 20% do volume de antes da pandemia, no período entre março e agosto de 2020, para 50% da demanda de antes da pandemia no atual período. "Esta é a média das três empresas - Metrô, CPTM e EMTU, que antes da pandemia transportavam cerca de 10 milhões de passageiros ao dia na Grande São Paulo", afirmou.

Outro ponto levantado por autoridades são as condições sanitárias dos veículos que, com as aglomerações, podem representar um risco de contaminação aos passageiros. A secretaria estadual afirmou em nota que intensificou as medidas de higienização de veículos após consulta a outros municípios do Brasil e do exterior. Foram adotadas medidas como a ampliação da frequência da limpeza de assentos, pisos, corrimãos, maçanetas e outros pontos, além de aumento no monitoramento e fiscalização da higienização dos banheiros das estações e terminais, e a reposição de itens de higiene pessoal.

Para reforçar a adesão dos usuários do transporte público, a secretaria de Transportes Metropolitanos aumentou a veiculação de serviços de utilidade pública sobre a pandemia. "A STM foi pioneira na exigência do uso de máscaras no transporte coletivo, além de indicar outras recomendações das autoridades de saúde, e distribuiu mais de 3 milhões de máscaras em parceria com a iniciativa privada", apontou o órgão.

O Alto Tietê conta com duas linhas de trens metropolitanos: a Linha 11-Coral e a Linha 12-Safira, com um total de 12 estações entre Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes. No início de maio, a EMTU reforçou a frota em oito linhas nas cidades de Suzano, Mogi das Cruzes, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Poá.

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