Horta comunitária no centro completa dois anos

A cidade de Suzano é conhecida pela atividade industrial e também por sua agricultura familiar, esta situada majoritariamente na zona rural. No entanto, a vocação do município no cinturão verde da Grande São Paulo também se desenvolve no coração da cidade, com o segundo ano de funcionamento de uma horta comunitária.

A iniciativa, desenvolvida na rua Antonio Mayer, teve início em 2019 quando um grupo de moradores buscou o apoio da Prefeitura de Suzano para o desenvolvimento do projeto em uma área pública de aproximadamente 500 metros quadrados que não estava sendo utilizada pela municipalidade. "Era um terreno baldio, em que havia anteriormente muito descarte de lixo, com uso de drogas e outros problemas que ocorrem em terrenos baldios", explicou Everaldo Campos, um dos coordenadores do projeto.

Campos conta que, juntamente com outros 12 moradores da rua, procurou a administração municipal para transformar o terreno baldio em uma horta comunitária. "A Prefeitura nos deu todo o apoio, realizou a limpeza do terreno e fez a doação da terra e dos insumos necessários para o início dos trabalhos. A partir dali, começamos a desenvolver nosso trabalho no local", lembrou o morador.

Na área, que se encontra próxima ao Largo da Feira e da Delegacia Central de Suzano, são cultivadas frutas, legumes, verduras e ervas e condimentos de maneira orgânica, isto é, sem o uso de agrotóxicos ou produtos químicos para aumentar a produtividade. "Obtemos adubo de galinha junto a granjas locais e outros itens incluídos na nossa compostagem, como casca de batata, casca de laranja e restos das verduras como caules e talos", explicou.

Segundo o representante do grupo que cuida da horta comunitária, parte da colheita é repassada para instituições de caridade, como o Lar São Vicente de Paulo, localizado no bairro Parque Maria Helena. "Tudo o que colhemos é distribuído aos integrantes do grupo, às pessoas que nos visitam e àqueles que nos pedem ajuda", explicou.

Para a manutenção do espaço, os moradores afirmam que não há nenhum tipo de subvenção por parte da administração municipal. "Toda a manutenção é mantida com a ajuda dos integrantes. A cada quatro meses rateamos a colaboração sem estipular um valor exato, cada um ajuda com quanto pode. O valor é para obter os adubos orgânicos, sementes ou outros itens necessários", explicou Campos. (A.D.)

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