Prefeitura anuncia obras do Mais Mogi para o 2º semestre

Secretário Cláudio Rodrigues apresenta aos vereadores os planos do projeto
Secretário Cláudio Rodrigues apresenta aos vereadores os planos do projeto - FOTO: Emanuel Aquilera

Em uma reunião na Câmara de Mogi das Cruzes na manhã de ontem, o secretário municipal de Planejamento, Cláudio Rodrigues, informou aos membros da Casa as novas ações do projeto Mais Mogi. Dentre as novidades estão a promessa de início das obras de construção de dois parques e a expansão da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto Leste (ETE) para o segundo semestre.

O programa de integração e infraestrutura, iniciado na gestão do ex-prefeito Marcus Melo (PSDB), prevê investimentos de mais de US$ 70 milhões (aproximadamente R$ 350 milhões) em obras de saneamento, infraestrutura e mobilidade urbana para a região do distrito de César de Souza e outros setores da região leste da cidade. Os investimentos são de uma parceria do município com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

A reunião contou com a participação de membros da Câmara que integram a Comissão Permanente de Obras e Habitação, bem como o comitê gestor.

Em sua apresentação, o secretário Rodrigues mostrou um levantamento sobre as características geográficas e urbanísticas do município, bem como suas particularidades - como os 35 quilômetros de Área de Preservação Ambiental (APA) da várzea do rio Tietê, cortando a cidade ao meio, e os mais de 293 quilômetros quadrados de área urbana, com mais de 107 bairros.

Em breve retrospecto, lembrou algumas das ações já realizadas no passado recente do município, como a criação da ETE e do programa Pró-Sanear em 2008, as ações nos córregos dos Corvos e Lavapés, as avenidas Julio Simões e das Orquídeas, bem como o complexo viário de túneis sob a região central da cidade. "Notamos que o próximo desafio está na região leste da cidade, com o saneamento básico e a mobilidade urbana para a integração dos sete distritos que temos em Mogi das Cruzes", informou.

A principal novidade é o lançamento, a partir da próxima quinzena, do edital para a criação dos projetos nos setores de mobilidade urbana e saneamento básico, no valor de R$ 4 milhões. "A empresa que ganhar vai fazer o projeto executivo da obra que, no ano que vem, iremos abrir concorrência para sua construção", explicou.

Questionado sobre a nova fase, o chefe da Pasta de Planejamento informou que a partir do segundo semestre serão iniciadas as obras de dois parques municipais que estão no projeto. "Estamos aguardando a expedição da licença ambiental, e o processo está sendo intermediado pela Secretaria de Verde e Meio Ambiente do município. Assim que tivermos as licenças, iniciaremos os trabalhos. A ordem de serviço da ampliação da ETE foi emitida, e teremos no segundo semestre o início das obras", informou, reiterando que já teve início por parte do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) um programa para redução das perdas de água na distribuição à população.

O vereador Vitor Emori (PL), integrante da comissão que acompanha o andamento do Mais Mogi, mostrou-se satisfeito com os avanços. "Foi muito produtiva a reunião. Cobramos as informações e, nesse sentido, o secretário colocou-se à nossa disposição", concluiu.

VEREADORES QUESTIONAM AçõES PARA JUNDIAPEBA E OUTRAS áREAS

A reunião entre o secretário de Planejamento de Mogi das Cruzes e os vereadores na manhã de ontem, além de apresentar os avanços do programa de investimentos Mais Mogi, serviu também para tirar dúvidas sobre as ações para infraestrutura em outras regiões da cidade.

A vereadora Inês Paz (Psol) perguntou ao secretário sobre possíveis interações com movimentos de preservação ambiental e os investimentos contra enchentes no distrito de Jundiapeba. O secretário garantiu que os movimentos ambientais participam do comitê gestor do programa e que os investimentos em esgoto buscam vencer o desafio do distrito que, por sua geografia plana, representa um desafio contra as enchentes.

Perguntado por Marcos Furlan (DEM) sobre possíveis alterações nos projetos, o titular de Desenvolvimento assegurou que não há possibilidade de mudanças no projeto, uma vez que o financiamento para as obras depende de acompanhamento e auditorias por parte do CAF.

Já Vitor Emori (PL) questionou sobre outros planos da secretaria. Rodrigues informou que Jundiapeba e a região de limite tríplice com Suzano e Itaquaquecetuba está sob estudos técnicos e financeiros, mas que passarão por ações de menor escala, diferentemente do Mais Mogi. (A.D.)

Deixe uma resposta

Comentários