Veterinária de Arujá tomou 3 doses de vacina em Guarulhos

A Secretaria de Saúde de Guarulhos abriu um procedimento interno com o intuito de apurar a falha que ocorreu para que a veterinária arujaense, Jussara Sonner, fosse vacinada contra a Covid-19 por três vezes no município. O prefeito Gustavo Henric (PSD), o Guti, também determinou que o caso fosse enviado ao Ministério Público Estadual para que ela seja investigada.

Estas duas ações da Prefeitura ocorreram ainda ontem, quando tomou conhecimento sobre o caso, que gerou indignação por meio de diversas redes sociais. A própria veterinária publicou que não se sentia protegida com as duas doses da CoronaVac, achando necessário se medicar com mais uma dose da Janssen.

Fotos dos comprovantes da vacina publicadas por Jussara nas redes sociais mostram que ela foi vacinada com as duas doses da CoronaVac em 9 de fevereiro e 2 de março deste ano, na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Vila Fátima, em Guarulhos.

No dia 30 de junho, ela se vacinou novamente com a dose única da Janssen, em outra unidade do mesmo município, a UBS Uirapuru. Nas postagens, Jussara ainda zombou do sistema de saúde, afirmando que não havia computador na UBS.

"Fui em um bairro meio que de favela em Guarulhos, onde não havia computadores para verificação online. Uma sorte! Anotaram meus dados numa folha timbrada. Quando cair no sistema será tarde demais", escreveu a veterinária.

Em nota à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde explicou que não estimula este tipo de comportamento, pois não há evidências de que uma vacina seja melhor que a outra. Relembrou ainda que todas as vacinas disponíveis atualmente no Brasil foram submetidas a testes rigorosos para somente depois serem aprovadas pela Anvisa. "Não medimos esforços para promover uma vacinação célere e eficiente. As equipes vão reforçar a verificação no sistema Vacivida, para saber se o cidadão possui algum registro de que já tenha sido imunizado", garantiu a Prefeitura.

Na tarde de ontem o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) disse que o país passa por um processo lento de imunização, e a intenção em escolher o imunizante atrasa ainda mais este processo, além de a pessoa que faz exigência por determinado imunizante correr o risco de ficar sem vacina e causar este mesmo risco para outras pessoas. Apontou ainda que as secretarias de Saúde não têm controle sobre marcas e fabricantes da vacina que serão enviadas pelo governo do Estado, porém tem a garantia da segurança e eficácia de todas.

Deixe uma resposta

Comentários