Casos de dengue crescem 73,2% em seis cidades do Alto Tietê

Junta com outras cidades, Mogi responde por um aumento de 73,2% nos casos
Junta com outras cidades, Mogi responde por um aumento de 73,2% nos casos - FOTO: Venilton Kuchler/ANPr

O número de pessoas infectadas pelo vírus da dengue cresceu, pelo menos, 73,2% do primeiro semestre de 2020 ao primeiro semestre deste ano, em seis cidades do Alto Tietê. Os dados foram divulgados pelas secretarias municipais de Saúde, que apontam a evolução de 176 para 305 casos de uma temporada a outra, embora nenhuma morte em decorrência da doença tenha ocorrido neste ano.

Em Suzano, os registros passaram de 32 para 66 de uma temporada para a outra, enquanto em Itaquaquecetuba o número passou de 32 para 96. Já na cidade de Ferraz de Vasconcelos, ocorreu um caso de dengue nos primeiros seis meses do ano anterior, aumentando para 14 nos seis primeiros meses deste ano.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes registrou, um total de 74 casos de dengue em toda a cidade, enquanto no primeiro semestre de 2020 houve um total de 33 casos.

Em Poá, de janeiro a junho de 2020 foram registrados dez casos, enquanto neste ano o total, até o mês anterior, foi de 28 infecções. Somente o município de Guararema apresentou queda, em que o número foi de 68 casos para 27. Apesar de questionadas, Arujá, Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Isabel não responderam à reportagem.

Com o intuito de conter estas ocorrências, a secretarias têm mantido o trabalho de rotina. Continuam sendo colocadas em prática todas as ações de rotina, como as vistorias, orientações e aplicações de medidas de bloqueio nos focos de proliferação de mosquitos agentes transmissores.

Segundo a Fundação Fiocruz, a fêmea do mosquito Aedes aegypti é a principal transmissora da dengue no Brasil. Em condições de laboratório, o mosquito Aedes albopictus também já se mostrou capaz de transmitir a dengue no Brasil, mas nenhum inseto do tipo foi encontrado naturalmente infectado. O Aedes aegypti tem se caracterizado como um inseto de comportamento estritamente urbano.

"Devido à presença do vetor no ciclo de transmissão da doença, qualquer epidemia de dengue está diretamente relacionada à concentração da densidade do mosquito, ou seja, quanto mais insetos, maior a probabilidade delas ocorrerem", afirmou a Fiocruz. Por isso, é importante conhecer os hábitos do mosquito, a fim de combatê-lo como forma de prevenção da doença.