Alunos apontam dificuldades em atividades online no CFC

Para Miranda, da Autoescola Shangai, aulas dependem da qualidade da internet
Para Miranda, da Autoescola Shangai, aulas dependem da qualidade da internet - FOTO: Mogi News/Arquivo

Os alunos matriculados nas autoescolas que ainda estão em processo das nove aulas teóricas do Centro de Formação de Condutores (CFC) continuam apontando problemas com o sistema remoto implantado no início da pandemia da Covid-19. A mudança ocorreu em cumprimento às regras impostas pela quarentena, que priorizam o distanciamento entre as pessoas para conter a disseminação do vírus.

Os depoimentos colhidos pela reportagem mostram que os principais problemas relatados por alguns alunos estão diretamente ligados à lentidão do sistema, travamento do programa e outras falhas durante a realização das aulas online. Em muitos casos, as atividades não só são interrompidas como chegam a travar por completo, sendo necessário que os alunos as recomecem.

Consequentemente, em vez de concluírem as nove aulas no prazo de nove dias, como deve ocorrer normalmente, os alunos ficam atrasados e podem levar até meses para concluir o CFC. Um dos entrevistados, por exemplo, levou quatro meses para terminar estas nove aulas, enquanto outros acreditam que seria uma sorte grande conseguir finalizá-las ainda neste ano.

Alguns dos entrevistados também afirmaram que, durante as aulas, o sistema online fotografa o aluno automaticamente para comprovar que ele está participando, no entanto, em diversas vezes a internet não carrega a fotografia e o aluno acaba perdendo a aula.

Ainda nesta semana, o diretor e proprietário da Autoescola Shangai, Sérgio Miranda, em Mogi das Cruzes, explicou que estes problemas geralmente ocorrem com alunos que têm uma internet fraca. No início da pandemia de Covid-19, segundo Miranda, as dificuldades com as aulas remotas eram ainda mais recorrentes.

"A plataforma do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) vem sendo aprimorada gradativamente e neste ano os problemas ocorrem com menos frequência. Por este motivo, nós retomamos com as aulas virtuais, mas ainda assim damos preferência para as aulas presenciais", acrescentou.

Miranda explicou também que o índice de reprovações dos alunos que optaram pelo ensino remoto não é alto, já que 90% deles obtiveram a aprovação garantida, embora estes alunos apontem que a interação no ensino virtual é menor.

A partir da próxima segunda-feira, será permitida a ocupação de 60% dos alunos em cada sala de aula, algo que vem sendo comemorado pelos proprietários de autoescolas, pois a ocupação máxima permaneceu durante meses limitada em 40%. A flexibilização foi estabelecida na semana passada pelo governador do Estado, João Doria (PSDB), durante mais uma atualização do Plano São Paulo de retomada das atividades econômicas.

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